Venda de celulares cresce 25,4% no Brasil no primeiro trimestre de 2017

Da Redação
06 de junho de 2017 - 15h42
Segundo a IDC, país deve fechar o ano com aumento de 7% no setor, puxado pelos smartphones, que também viram a receita crescer mais de 20%.

As vendas de celulares no Brasil cresceram 25,4% no primeiro trimestre de 2017, quando foram comercializados 12,4 milhões de aparelhos, segundo dados da IDC Brasil.

 

A consultoria aponta a estabilização do dólar, a manutenção dos preços dos novos modelos pelas fabricantes e o saque do FGTS como alguns dos principais motivos para esse crescimento significativo.

Receita maior com smartphones

Em termos de receita, apenas os smartphones registraram aumento, de 22,6%, em decorrência dos 13,3 bilhões de reais alcançados com as vendas desses aparelhos entre janeiro e março deste ano. 

Já os chamados features phones, celulares mais básicos, viram a sua receita cair 22% no período, caindo de 139,4 milhões de reais no primeiro trimestre de 2016 para 108,7 milhões nos primeiros meses de 2017.

Tíquete

O estudo da IDC Brasil mostra também que o tíquete médio dos smartphones caiu de 1179 reais para 1142 reais entre o primeiro trimestre do no passado e o primeiro deste ano.  

“A venda de aparelhos com preço acima de R$ 1300 foi a que mais cresceu entre janeiro e março, passando de 18,8%, em 2016, para 25,5%, em 2017. Pela primeira vez essa faixa de preço ficou atrás apenas dos celulares com preços entre R$ 700 a R$ 999, que representaram 49% do mercado”, afirma o analista da IDC, Leonardo Munin. 

Ano positivo

A IDC prevê um aumento de 7,2% nas vendas gerais de celulares no Brasil neste ano, incluindo smartphones e feature phones. 

Os smartphones, obviamente, responderão pela maior parte das vendas, 47 milhões de unidades, enquanto que os celulares básicos devem registrar 4,2 milhões de unidades comercializadas, aponta a consultoria.

Por fim, a IDC lembra que o Brasil já possui uma base de 121 milhões de smartphones, incluindo muitos modelos antigos, o que deve estimular a troca por modelos mais novos nos próximos trimestres.