Empresas encerram licenciamento e MP3 se aproxima do fim

PC World / EUA
15 de maio de 2017 - 14h40
Padrão do segmento de áudio digital, formato sempre foi alvo de muitas críticas pelo som comprimido. AAC e outros padrões mais avançados devem ser sucessores.

Neil Young e outros engenheiros de som pelo mundo possuem uma razão para sorrir: a organização responsável pelo formato de áudio MP3 está fechando as portas do seu programa de licenciamento. 

O Fraunhofer Institute for Integrated Circuits anunciou que ele e o Tecnhicolor não irão mais licenciar “patentes e software” para o formato MP3. O programa de licenciamento foi encerrado oficialmente em 23 de abril. 

“Agradecemos a todos os nossos licenciados por seu grande apoio em tornar o MP3 o codec de áudio padrão do mundo pelas últimas duas décadas. A maioria dos serviços como streaming ou transmissão de TV e rádio usam codecs modernos ISO-MPEG como AAC e MPEG-H...eles podem entregar mais recursos e uma maior qualidade de áudio com taxas de bitrates muito menores em comparação com o MP3”, afirmou o Fraunhofer Institute. 

Apesar de Fraunhofer e Technicolor estarem desistindo do licenciamento do MP3, continuarão envolvidas com codecs de áudio. As duas organizações possuem um interesse em MPEG-H 3D Audio, um novo codec de áudio, e a Fraunhofer ajudou a desenvolver o já citado AAC.

Apesar de um pioneiro no áudio digital, o MP3 sempre foi controverso. Muitos críticos zombavam do formato pelo som extremamente comprimido, o que reduzia a qualidade da gravação. O cantor Neil Young até chegou a ajudar no lançamento do Pono Player em 2015 em uma forma de protesto contra a música digital de qualidade, incluindo o MP3.

Apesar de o licenciamento do MP3 estar chegando ao fim, o uso cotidiano do formato não irá a lugar algum. Os arquivos de MP3 continuarão sendo reproduzidos como sempre. Mas, como acontece com qualquer tecnologia, o formato irá desaparecer lentamente à medida que opções mais avançadas (como AAC) tornem-se mais acessíveis.