Goleiro de Aluguel amplia prêmios e quer superar 20 mil partidas em 2017

Luiz Mazetto
13 de março de 2017 - 09h30
Após fechar 2016 em alta com investimento de R$250 mil e sucesso de app móvel, startup curitibana lança iniciativa de gamificação e amplia foco em SP.

Criada de forma informal no começo de 2015, quando ainda era apenas uma página no Facebook, a startup curitibana Goleiro de Aluguel viu sua história mudar para valer no ano passado, quando lançou um aplicativo mobile e conseguiu levantar 250 mil reais em investimento no programa Shark Tank, do canal fechado Sony.

Para 2017, a meta dos sócios Samuel Toaldo e Eugen Braun é ainda mais ambiciosa: a dupla quer alcançar a marca de 20 mil partidas realizadas por meio do serviço, que, como o nome sugere, funciona como uma ponte para que equipes amadoras de futebol contratem goleiros para os seus jogos. 

A previsão para este ano inclui uma expectativa de crescimento de 25% ao mês no primeiro semestre e de 20% ao mês no segundo. Em comparação com as temporadas anteriores, esse número (de 20 mil jogos) representaria quase o triplo do total de partidas registradas até então pela startup. 

Isso porque a Goleiro de Aluguel agendou 3.626 jogos entre junho de 2015 e agosto de 2016, quando possuía apenas um site. Depois do lançamento do app para iOS e Android, no mês seguinte, a plataforma registrou pouco mais de 3.200 partidas realizadas entre setembro de 2016 e fevereiro de 2017. Não por acaso, o app móvel virou a “menina dos olhos” da companhia e já recebeu nada menos do que 13 atualizações desde que foi lançado.

A contratação de um goleiro pelo app custa entre 30 reais e 60 reais por jogo, dependendo da duração da partida, e o pagamento é feito via cartão de crédito, boleto ou transferência. Vale notar que 5% do valor pago em cada partida vai para ações sociais da empresa, que já incluem uma escola de goleiros do outro lado do Atlântico, em Mali, na África, chamada de Escuela de Porteros.

 

 

Além disso, a Goleiro de Aluguel aposta em outra frente para crescer neste ano: a gamificação. Lançado no início de fevereiro a pedido dos próprios usuários, a iniciativa ampliou as premiações oferecidas, até então restritas apenas para os goleiros.

Com isso, a empresa passou a premiar também as equipes contratantes e até as quadras que recebem os jogos – além de ter ampliado os prêmios para os goleiros. Os kits com os prêmios variam por categoria, mas no geral trazem diversos materiais esportivos.

Foco em SP

Terra natal e sede da empresa, Curitiba deve perder o posto de líder em partidas realizadas pelo app para São Paulo ainda neste mês, segundo os sócios. O top 5 da plataforma em termos de uso traz outras três capitais da região Sul-Sudeste: Porto Alegre, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

A capital e o interior de SP, inclusive, vem recebendo uma divulgação intensiva por parte da Goleiro de Aluguel, com direito a cartazes em quadras de futebol e também anúncios nas redes sociais. 

No final de abril, a empresa marca presença em São Paulo no 2º Workshop de Goleiros, evento organizado pela fabricante de material esportivo Poker, que também é parceira da startup.