Prisão de VP da Samsung não deve afetar empresa a curto prazo

PC World / EUA
17 de fevereiro de 2017 - 15h12
Para analistas de mercado, recente prisão de Jay Y. Lee só poderá eventualmente afetar a empresa de forma negativa a longo prazo.

A prisão do vice-presidente e herdeiro da Samsung Electronics, Lee Jae-yong nesta sexta-feira, 17/2, na Coreia do Sul, não deve ter um impacto direto sobre o importante negócio de aparelhos eletrônicos da companhia, incluindo sua divisão de smartphones, apontam analistas de mercado.

A Samsung anunciou em 2012 a promoção do executivo, também conhecido como Jay Y. Lee, à posição atual na empresa. Mas ele é amplamente visto como o chefão de fato da companhia, comandando a fabricante em nome do seu pai, o presidente da Samsung Lee Kun-Hee, atualmente afastado do cargo por problemas de saúde.

Lee foi preso nesta semana sob acusação de suborno como parte de um escândalo de corrupção que teria até mesmo levado ao impeachment da então presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, no final de 2016.

“Não esperaria muitos danos à Samsung a curto prazo, dado as equipes de liderança e operacionais da empresa”, afirma o VP de pesquisa de aparelhos da IDC, Bryan Ma. 

O analista principal da Moor Insights & Strategy, Patrick Moorhead, vai pelo mesmo caminho. Em entrevista para a CNBC, ele destacou que Lee não é o rosto global da marca e que não está envolvido nas atividades diária da empresa. “Não vejo nenhum impacto a curto prazo.”

A longo prazo, no entanto, a prisão do executivo poderia começar a transparecer nas operações da Samsung. “O impacto da prisão pode ser mais a longo prazo, incluindo a direção estratégica, planejamento de sucessão de gerenciamento, e esforços para criar uma cultura corporativa mais ágil”, aponta Ma.

 

Vale notar que a prisão de Lee chega pouco depois da Samsung começar a se recuperar de outra crise: o superaquecimento e explosão de alguns modelos do Galaxy Note 7, o que levou o smartphone a ser retirado do mercado após um recall caro e mal-sucedido de cerca de 3 milhões de aparelhos.