Startup aposta em entregas com robôs nas ruas em vez de drones

PC World / EUA
14 de outubro de 2016 - 11h34
Criada pelos fundadores do Skype, a Starship Technologies começa a testar em breve os seus bots autônomos de delivery na capital dos EUA, Washington DC.

Alguns moradores da cidade de Washington DC, nos EUA, em breve poderão cruzar com robôs de delivery da Starship Technologies pelas ruas.

No último mês de junho, a capital norte-americana tornou-se a primeira cidade daquele país a aprovar um programa piloto dos robôs de entrega. Entre algumas restrições, a legislação do Conselho de Washington especifica que os aparelhos de entregas pessoais (PPDs em inglês) não podem operar a uma velocidade acima de 16km/h, devem pesar menos de 22,5kg sem os pacotes, e precisam obedecer a todos os sinais e placas de trânsito e dos pedestres.

O bot da Starship é equipado para seguir todas essas diretrizes. Para começar, o aparelho pesa cerca de 18kg e é capaz de carregar cerca de três sacolas cheias de produtos enquanto desliza pelas ruas em uma velocidade segura de 6,5km/h. O robô também é equipado com nove câmeras e uma variedade de sensores que o ajudam a evitar obstáculos e permitem aos operadores ficarem de olho no bot.

No momento, a maioria dos robôs da companhia ficam sob supervisão constante de um operador e um acompanhante de caminhada, mas a Starship espera que os seus bots de delivery serão eventualmente 99% autônomos.

Para quem não sabe, a Starship Technologies é uma criação dos cofundadores do Skype, Ahti Heinla e Janus Friis, que queriam preencher o último vazio das entregas sob demanda ao focar nas áreas de delivery mais ineficientes: bairros residenciais. A empresa diz que seus robôs poderão entregar os produtos em um raio de 1,5km a 5km dentro de 15 a 30 minutos.

Por meio de um app, os consumidores poderão pedir um robô de delivery e escolher o horário exato em que querem seus produtos entregues, pelo custo de 1 dólares. Outras empresas também estão desenvolvendo robôs de entregas, mas a Starship Technologies diz que não está preocupada com a competição - especialmente dos rivais do ar.

“É preciso muito mais energia para levantar algo no ar em vez de apenas rodar pelo chão a 6,5km/h”, afirma o diretor de marketing da Starship, Henry Harris-Burland. “Os consumidores não querem pagar mais pela entrega via drones. Talvez eles façam isso na primeira vez, mas então isso ficará velho muito rapidamente.”

Ao contrário dos drones de entregas, os robôs de delivery que andam pelas ruas obviamente possuem mais chances de serem vandalizados e roubados. Para tentar evitar isso, a equipe da Starship equipou os robôs com alarmes, rastreamento GPS, uma tampa que pode ser trancada e um sistema de som com dois alto-falantes. 

A Starship já realizou testes com esse modelo de entregas no Reino Unido, Suíça e Alemanha até o momento, onde não registraram nenhum caso de roubo.

Será que um robô de delivery desse tipo daria certo no Brasil? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.