Após polêmica, Tinder agora indica locais para exames de DSTs

Da Redação
22 de janeiro de 2016 - 12h06
Aplicativo é apontado como um dos culpados pelo aumento do número de casos de DSTs nos EUA pela primeira vez desde 2006.

O aplicativo de relacionamento Tinder lançou um recurso nesta semana que permite aos seus usuários encontrarem locais próximos para fazerem exames de DSTs (doenças sexualmente transmissíveis).

A novidade chega após uma polêmica envolvendo o Tinder e um grupo de saúde sexual dos EUA chamado AIDS Healthcare Foundation, que espalhou cartazes em Los Angeles e Nova York ligando o aplicativo e doenças como gonorreia e clamídia – os cartazes traziam os dizeres “Tinder, Clamídia, Grindr, Gonorreia”, em referência ao app de relacionamento para homossexuais.

Após o lançamento do recurso pelo Tinder, o grupo americano disse que vai retirar os cartazes das ruas, algo que o aplicativo já vinha pedindo desde setembro do ano passado.

Um dos motivos da campanha da AIDS Healthcare Foundation são dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, que registrou um grande aumento nos números relativos a DSTs no país. Em 2014, por exemplo, os casos de clamídia, gonorreia e sífilis subiram pela primeira desde 2006 nos EUA.

Apesar de alguns especialistas acreditarem que exista uma correlação direta entre o crescimento de aplicativos como o Tinder e o aumento no número de casos de DSTs, incluindo HIV, ainda não existe um consenso sobre o assunto e os aplicativos de relacionamentos obviamente negam as acusações.

Novo recurso

 

O recurso em questão do Tinder, que indica laboratórios e locais para fazer exames clínicos, fica em uma nova seção de saúde no site do aplicativo, por meio da página FAQ.