Oi, Claro e TIM podem voltar a vender chips, decide Anatel

Edileuza Soares
02/08/2012 - 18h22
Retorno acontece depois que o órgão aprovou os planos de ações de investimentos apresentados pelas três operadoras

Estão liberadas a partir de amanhã as vendas de chips da Claro, Oi e TIM, que estavam suspensas há 11 dias. O fim da proibição acaba de ser anunciado em Brasília pelo presidente da Agência Nacional de Telecomunicações, João Rezende.

O retorno acontece depois que o órgão aprovou os planos de ações de investimentos apresentados pelas três operadoras. Segundo Rezende, a punição acaba, mas a agência vai acompanhar a evolução das melhorias de redes para evitar que as companhias degradem o atendimento aos consumidores.

“Vamos monitorar os serviços a cada três meses e apertar os parafusos para que as companhias melhorem os serviços”, informou Rezende, alertando que serão medidos os serviços de telefonia e também a qualidade da banda larga.

“Estamos muito preocupados com a qualidade e vamos olhar os indicadores diariamente, embora o monitoramento seja trimestral”, avisou o presidente da Anatel.

As três operadoras estão desde o último dia 23/07 sem vender chips em algumas praças por causa da precariedade dos serviços. A TIM foi proibida de oferecer os serviços em 18 estados e o Distrito Federal. A Oi foi banida em cinco áreas (AM, RR, AP, MS e RS), enquanto a Claro ficou de fora de três mercados (SP, SC e SE).

De acordo com o plano de ação enviados à Anatel, a Claro se comprometeu a investir 6,3 bilhões de reais em melhorias de seus serviços; a Oi informou que destinará 5,5 bilhões de reais para essa área e a TIM planejou destinar 8,3 bilhões de reais para aprimoramento de sua infraestrutura.

Rezende destacou que somados esses investimento são mais de 20 bilhões reais até 2014 e espera que as teles cumpram a promessa de atender melhor os consumidores. Segundo estimativas da Anatel, cerca de R$ 4 bilhões são decorrentes de investimentos adicionais ou antecipação de investimentos por causa das exigências feitas às empresas.

A operadora TIM, que foi proibida de vender em 18 estados e no Distrito Federal, apresentou compromisso de investir R$ 8,2 bilhões até 2014. A Claro, que teve a venda cancelada em três estados, apresentou um plano com R$ 6,3 bilhões e a Oi, que foi suspensa em cinco estados, apresentou um plano de investimentos de R$ 5,5 bilhões, sem incluir recursos aplicados em expansão de rede de transporte e infraestrutura compartilhada.

Os planos apresentados por exigência da Anatel trazem propostas de melhoria nos índices de reclamação de usuários na prestadora e na Anatel. As empresas tiveram que mostrar ações para diminuir as interrupções dos serviços e as quedas nas chamadas de voz e de conexão de dados.

Novas punições

Mesmo depois de liberar a venda de novas linhas de celular e internet das operadoras TIM, Claro e Oi, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) não descarta novas suspensões se as empresas não cumprirem as ações de melhoria na qualidade dos serviços que foram prometidas. 

“Vamos ficar antenados no trabalho das empresas. Esse plano de melhoria é o primeiro passo. É evidente que vamos acompanhar a evolução na melhoria dos serviços e dos indicadores, para não permitir que a situação volte ao que estava antes”, disse o presidente da Anatel, João Rezende.

Para ele, deverá haver uma melhora no atendimento dos call centers das operadoras em cerca de 30 dias. Na estrutura de rede, as mudanças devem ser sentidas pelos usuários entre quatro a seis meses.