Conheça os serviços de banda larga móvel via redes 3G

Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now!
15 de maio - 07h00 - Atualizada em 15 de março - 14h58
São Paulo - Brasil Telecom, Claro, TIM e Vivo já oferecem planos de internet rápida. Saiba quais são os serviços, seus preços e vantagens.

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3g_computador_88Com a recente estréia de novas redes de terceira geração (3G), que oferecem velocidades mais rápidas de conexão, os serviços de banda larga móvel se preparam para decolar como alternativa às conexões rápidas baseadas em redes fixas já disponíveis no mercado.

Quatro das cinco maiores operadoras do País - Brasil Telecom, Claro, TIM e Vivo - já estão oferecendo serviços que permitem conectar desktops e notebooks à internet por meio da rede celular, com diferentes opções de velocidade, limite de transferência de dados e preços.

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Dados do último balanço de banda larga da IDC revelam o potencial de adoção das redes móveis. O País encerrou o ano com 602 mil assinantes de banda larga utilizando redes móveis, o que representou mais de 7% do total de 8,1 milhões de acessos de banda larga registrados no País. O número pode parecer pequeno, mas já representou mais que o dobro de usuários de banda larga móvel do trimestre anterior.

Segundo o analista Vinicius Caetano, responsável pela pesquisa, a próxima medição, que deve ser anunciada na semana que vem, vai revelar uma participação ainda mais expressiva das redes móveis no acesso a banda larga no Brasil. A expectativa da IDC é que até 2010 o Brasil alcance 3 milhões de conexões móveis dentro de um universo de 15 milhões de acessos em banda larga ativos.

Um dos motivos por trás deste crescimento é o fato de a banda larga móvel não exigir linha telefônica (como no caso do ADSL) e não estar atrelada a planos de TV por assinatura, como no caso dos provedores de acesso via cabo - cujos planos têm preços mais competitivos para quem também assina a programação de TV e os serviços de telefonia.

A esta flexibilidade, somam-se os preços de entrada atrativos oferecidos pelas operadoras de telefonia celular. A TIM, por exemplo, oferece um plano com limite de 40MB em downloads por 19,90 reais mensais.

“Com a popularização dos computadores, há uma demanda por planos de entrada para acesso à internet. Essas ofertas preenchem esse espaço”, explica o analista da IDC.

Além disso, os serviços móveis, como o próprio nome indica, podem ser transportados com facilidade para diferentes locais, oferecendo maior flexibilidade ao usuário. Por essa característica, as conexões móveis também têm forte potencial de funcionar como serviço complementar a quem já possui uma conexão fixa.
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A Brasil Telecom, por exemplo, oferece um pacote com ambos os serviços - ADSL de 1 Mbps (Megabit por segundo) e banda larga móvel de 250 Kbps (Kilobits por segundo) - por 104,90 reais mensais.

A banda larga móvel também tem um forte apelo para usuários que moram em locais não cobertos pela banda larga fixa - como é o caso de alguns condomínios de luxo em São Paulo mais afastados da região central.

Mas para que a 3G se consolide definitivamente como um rival à altura das ofertas da banda larga fixa ainda é preciso vencer alguns obstáculos. O primeiro deles é o preço, que ainda está acima da média das conexões fixas.

Um plano móvel com velocidade de 1 Mbps com acesso ilimitado a dados custa, em média, 100 reais. Por este mesmo valor médio - ou até menos -, o usuário pode contratar um plano em ADSL ou cabo com o dobro da velocidade (2 Mbps).

O modem necessário para acessar o serviço também tem um valor médio mais alto nas ofertas 3G. Enquanto na maior parte dos pacotes fixos o aparelho é oferecido gratuitamente, nos planos mais básicos de banda larga móvel ele pode custar até 500 reais.

Outros problemas a serem superados são a velocidade e o desempenho dos serviços. Como qualquer tecnologia em período de amadurecimento, as redes 3G ainda frustram os usuários tanto pela lentidão quanto pela dificuldade no acesso.
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Na opinião de Caetano, da IDC, as operadoras devem investir para minimizar esses problemas, ou podem atrasar a adoção dos serviços de terceira geração no Brasil. “A 3G teve o mesmo início problemático na Malásia e isso prejudicou muito a imagem da tecnologia lá”, relata o analista, comentando um estudo realizado pela IDC na região.

Também cabe ao usuário fazer um ajuste de expectativas antes de optar pela banda larga móvel. Primeiro, é preciso avaliar o risco de embarcar em uma tecnologia que ainda dá seus primeiros passos. Em segundo lugar, é preciso avaliar bem os planos, especialmente no que diz respeito a velocidade e limite de tráfego.

Um plano de 40 MB, por exemplo, atende apenas usuários que vão acessar a web para atividades simples ou emergenciais - como acessar e-mail, fazer buscas, entrar no Orkut ou ler sites de notícias. Com este limite de tráfego não é possível baixar nem 10 músicas em um mês. Para quem pretende usar a rede para fazer downloads ou acessar vídeos, a melhor opção são os planos ilimitados - que são também os mais caros.

Se for optar por planos que não restringem o tráfego de dados, mas limitam a velocidade, lembre-se que as operadoras não oferecem garantia de banda. A Claro, por exemplo, assegura em contrato apenas 10% da velocidade nominal, o que significa que você pode contratar um plano de 250 Kbps e acabar com uma velocidade 25 Kbps - mais lenta que uma conexão discada.