Apple responde a sete dúvidas sobre 20 questões do iPhone

r Yardena Arar, PC World/EUA
12/01/2007 - 19h00
São Francisco - A PC World experimentou o iPhone e fez algumas perguntas ao vice-presidente de marketing mundial do iPod, Greg Joswiak.

iPhone_01_88x66O  Computerword, nos Estados Unidos, fez algumas perguntas sensatas em seu artigo sobre o iPhone. Não podemos responder a todas elas, mas no dia seguinte ao lançamento do produto da Apple, a PC World norte-americana teve acesso ao protótipo e repassou algumas perguntas ao vice-presidente de marketing global do iPod, Greg Joswiak. Aqui vão algumas de suas considerações.

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1. O iPhone parece ser tão impressionante quanto na demonstração apresentada por Steve Jobs. A qualidade do display é fantástica, as linhas são claras e simples e a espessura do aparelho impressiona. O telefone estava um pouco morno quando foi tocado, mas nada de muito alarmante.

2. A tecnologia touchscreen funcionou, mas não com a perfeição exibida na demo - pelo menos no protótipo. Particularmente, ocorreram problemas com o software de teclado: constantemente foram acionadas teclas vizinhas às tocadas.

O iPhone possui tecnologia de auto-correção de entradas de texto que deveria prever o que é digitado nele, mas há um limite para a capacidade de adivinhação depois que se entra com dois ou três caracteres incorretos seguidos. Joswiak disse para não apagar e teclar as letras corretas (“tenha fé”, disse ele repetidamente), mas simplesmente não estava funcionando.

Entretanto, a rolagem feita com o dedo é impressionante. E a tecnologia de apontamento, que amplia uma área ou página web ou outro gráfico que você identifica literalmente apontando no display, é verdadeiramente fantástica.

3. Não será possível conseguir um iPhone tão cedo sem abrir um termo de compromisso de dois anos com a Cingular: Joswiak não informou por quanto tempo a Cingular terá exclusividade, mas quem quiser esse telefone próximo ao lançamento terá que pagar $500 (modelo com 4GB de armazenamento) e $600 (por 8GB) e se comprometer com serviços de dados e voz que agora custam pelo menos $80 por mês.

Joswiak disse que o anúncio ocorreu seis meses antes do lançamento. A Apple deu as pessoas um aviso para que elas possam planejar a compra de acordo com suas finanças.

4. Pergunta-se o que significa a afirmação de que o iPhone executa o Mac OS X. O que não significa, aparentemente, é que os desenvolvedores são livres para criar aplicativos para o iPhone da mesma forma que criam aplicativos Palm OS ou Windows Mobile. O iPhone não é uma plataforma aberta, Joswiak diz que “a Apple irá manter controle sobre o que pode ser executado no aparelho”. E não ouvimos nada a respeito de aplicativos de produtividade para o iPhone, o que sugere que ele não é um aparelho para negócios. (Nenhuma surpresa, já que muito do apelo do iPhone se deve a suas capacidades como ferramenta de entretenimento).

5. Em relação ao software, Joswiak disse que a Apple não planeja oferecer um cliente VoIP iPhone (para Skype ou outro serviço). Isso não é um grande incômodo já que os planos de voz da Cingular suportam chamadas nacionais nos EUA. Entretanto, se você espera usar o suporte Wi-Fi do iPhone para fazer toneladas de chamadas VoIP transcontinentais, provavelmente vai ficar desapontado.

6. Foi perguntado a Joswiak se era possível jogar o iPhone na bolsa/mala da mesma forma que muitos fazem, com um Treo 650 por exemplo, sem danificar a tela sensível ao toque. Ele disse que provavelmente sim, desde que não haja vidro quebrado dento da bolsa/mala. Provavelmente não haverá vidro quebrado, mas sim brincos ou outros tipos de bijouterias. Imagina-se que uma indústria para capas de iPhone rapidamente brote, assim como ocorreu com o iPod.

7. Jobs vê o iPhone como uma revolução da mesma forma quem o Mac foi em 1984 e o iPod em 2001. Nem todos têm a mesma opinião. O Mac e o iPod criaram categorias e indústrias de produtos completamente novas; o iPhone, enquanto que inovador no design, basicamente combina duas categorias de produtos existentes. Um feito? Sim. Quebra de paradigma? A conferir.