Internet Explorer 10 não será compatível com Windows Vista, diz Microsoft

Computerworld/US
15/04/2011 - 08h49
Gigante dá uma desculpa técnica, mas, na verdade, quer convencer os usuários a abandonar o Vista - como se eles já não tivessem motivos o bastante.

O Internet Explorer 10 não rodará no Windows Vista, informou a Microsoft à Computerworld na última quinta-feira (14/04). A estratégia é semelhante à imposta pela companhia em relação ao Windows XP: para convencer os usuários a abandonar a plataforma antiga, a gigante lança produtos que só são compatíveis com a nova.

“Os usuários do Windows Vista têm uma grande experiência de navegação com o IE9, mas, no desenvolvimento do IE10, estamos focados em continuar a conduzir o tipo de inovação que só é possível quando se tira vantagem das melhorias que as novas versões do sistema operacional – e o hardware que as suportam - possuem”, disse a gigante por e-mail.

Depois de muito tempo, as atitudes da Microsoft finalmente parecem estar surtindo efeito. Segundo pesquisa do instituto StatCounter, a participação do Windows 7 no mercado americano superou a do Windows XP. Algo que o Vista jamais conseguiu.

Até por isso, usuários questionam se a postura que a companhia de Redmond teve com o XP precisa ser reeditada com o Vista. O primeiro, afinal, foi muito bem recebido e, até hoje, milhões de usuários se recusam a trocá-lo. Seu sucessor, por outro lado, foi criticado desde sua estreia, e muitos dos que o adotaram não pensaram duas vezes antes de deixá-lo de lado.

De acordo com estudo do instituto Net Applications, o Windows Vista está em apenas 11% dos computadores do mundo, ante 54% do XP e 24% do Windows 7. Portanto, ele poderia, facilmente, desaparecer por conta própria, sem nenhum tipo de ajuda externa. Quando a versão final do IE10 chegar, não se surpreenda se sua participação for de metade da que é hoje.

De qualquer forma, a Microsoft não especificou que recurso o IE10 tem que impossibilita seu uso no Windows Vista. Aparentemente é uma questão estratégica – por mais que ela não fosse, de fato, necessária.

(Preston Gralla)