Solução da Microsoft para resolver caso antitruste do IE não agrada concorrentes

IDG News Service
05/11/2009 - 16h55
Segundo rivais, a tela de escolha de navegadores oferecida pela empresa como solução é aceitável, mas ainda carece de modificações.

A oferta da Microsoft para resolver a questão de antitruste levantada pela Comissão Europeia ainda precisa de algumas mudanças para manter a competição justa no mercado de navegadores, disseram algumas desenvolvedoras rivais nesta quinta-feira (5/11).

No começo deste ano, a Comissão Europeia acusou a Microsoft de monopólio do setor de navegadores, por enviar o sistema operacional Windows com o Internet Explorer instalado e não permitir sua remoção.

O assunto também preocupa a ECIS, um grupo comercial que representa a Oracle, IBM, Red Hat e outras, além de organizações de consumidores que acompanham o caso antitruste da Microsoft.

A empresa propôs que os sistemas operacionais Windows mostrem aos usuários uma tela para escolha de navegadores chamada de Web Browser Ballot. A opção é apresentada na tela quando o internauta acessa a rede pela primeira vez.

A oposição tenderia a aprovar essa ideia, mas alega que, tal como criada pela Microsoft, a tela evita que as pessoas substituam o Internet Explorer por outro navegador.

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A tela do Web Browser Ballot permite aos usuários escolher um navegador da lista


Os desenvolvedores Google, Mozilla e Opera ainda não enviaram uma resposta formal para a Microsoft, mas os três concordam que há alguns pequenos problemas, mas importantes, que devem ser resolvidos.

A tela de escolha alerta aos usuários mais de uma vez sobre os riscos que eles levam ao executar um software que não é da Microsoft. O Opera quer que esses avisos sejam removidos, permitindo uma solução em um único clique para substituir o Internet Explorer.

A desenvolvedora também reclamou da listagem prevista, que coloca o Internet Explorer  em primeiro lugar na tela. Segundo o Opera, a ordem da lista deve ser modificada.

Há também o argumento contra a proposta de revisão de dois anos após o acordo. O pedido dos rivais da Microsoft é de que a tela de escolha seja monitorada a cada seis meses para assegurar que efetivamente permite a  liberdade de escolha aos consumidores.

(Paul Meller)