Opera protesta contra oferta da Microsoft de remover IE do Windows 7

IDG News Service/ Bélgica
12/06/2009 - 12h08
Bruxelas - Oferta do Windows 7 sem o Internet Explorer na Europa é tentativa de repetir a estratégia falha do caso Windows Media Player.

A estratégia da Microsoft em oferecer o Windows 7 sem o Internet Explorer na Europa é para pressionar a Comissão Europeia a aceitar seu próprio ‘remédio antitruste’ em prol da competição justa no mercado de navegadores, afirmou a Opera nesta sexta-feira (12/06).

Em 2007, a Opera reclamou para a Comissão Europeia sobre o fato do Windows anexar o navegador, o que gerou uma investigação antitruste sobre abuso de monopólio.

A Comissão, agora, está formulando uma saída, que incluiria uma tela no Windows com alguns browsers para os usuários escolherem ao instalarem o sistema.

A Microsoft, contudo, está tentando ‘sabotar’ o processo ao tirar o navegador da versão do Windows 7 para a Europa, diz o Chief Executive da Opera, Jon von Tetzchner. “Eles estão tentando repetir a solução aplicada ao caso do Windows Media Player, o que todos sabemos que não funcionou.”

No caso do Media Player, de 2005, a Comissão acusou a Microsoft de competição injusta ao anexar seu player ao Windows, e ordenou que a empresa vendesse uma versão do sistema sem o aplicativo – e que mantivesse a versão completa do Windows.

“É muito importante que haja uma solução eficiente para o mercado de navegadores. Agora que a Microsoft reconheceu que infringia a lei ao incluir o IE no Windows, a Comissão deve providenciar um ‘remédio’ que funcione”, adicionou Tetzchner.

A Comissão Europeia se manifestou contra a oferta da Microsoft, segundo o New York Times, afirmando que a estratégia não eliminaria seu objetivo de promover os navegadores que competem com o IE.

O foco neste caso, segundo o regulador europeu, é permitir a escolha entre browsers, já que no caso do Media Player, em que foi criada uma versão ‘N’ sem o aplicativo – custando o mesmo preço em comparação com o sistema completo -, a solução não funcionou.

A Comissão não possui data final para uma decisão no caso dos browsers, mas decisões finais, multas e sanções são geralmente divulgadas antes das férias de verão, em julho, diz o NY Times.

Paul Meller, editor do IDG News Service, de Bruxelas