Nova família da malwares ronda dispositivos móveis no Brasil

Da Redação
10 de janeiro de 2019 - 16h05
Entre as ameaças estão um app fraudulento da Fortnite e um outro falso de namoro

Em relatório recém-divulgado, a McAfee, empresa de cibersegurança, apontou que, embora novos malwares para dispositivos móveis tenham apresentado queda de 24% no último trimestre de 2018, outras ameaças mais incomuns apareceram. Entre elas, um aplicativo fraudulento da Fortnite e um outro falso app de namoro.

De acordo com os pesquisadores da companhia, esse último aplicativo tinha como alvo os membros das Forças de Defesa de Israel, e permitia acesso a localização, à lista de contatos e à câmara dos dispositivos e era capaz de ouvir chamadas telefônicas.

O Brasil também está na mira dos cibercriminosos. Segundo a empresa, foi descoberta uma nova família de malwares chamada CamuBot, que tenta se camuflar como um módulo de segurança exigido pelas instituições financeira. Os criminosos cibernéticos brasileiros estão adaptando seus malwares para torná-los mais sofisticados e mais parecidos àqueles de outros continentes.

Outro tipo de ameaça detectada pela McAfee foi o aumento de campanhas de spam, em que 53% do tráfego de redes de bots, no terceiro trimestre de 2018, foi originado pelo Gamut, a principal rede de bots de geração de spam, com a realização de chantagens online (sextorsão), que exige pagamentos para não revelar hábitos de navegação das vítimas.

“Os infratores virtuais fazem de tudo para se aproveitar de vulnerabilidades novas e antigas, e o número de serviços agora disponíveis em mercados clandestinos aumentou consideravelmente a eficácia de seus ataques”, afirma Christiaan Beek, cientista-líder da McAfee. “Enquanto as pessoas pagarem resgates de ransomware e ataques relativamente fáceis, como campanhas de phishing, os criminosos continuarão usando essas técnicas. Através do acompanhamento de novas tendências em mercados clandestinos e fóruns secretos, a comunidade de cibersegurança pode defender-se dos ataques atuais e prevenir ataques futuros.”