Como será a TV do futuro? 3 aspectos que mudarão em poucos anos

Da Redação
06 de novembro de 2018 - 09h00
Interatividade, qualidade de imagem e som imersiva e até mesmo serviços de emissão de avisos em tempo real são apostas do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital

Atualmente você pode ter se acostumado com a ideia de assistir à televisão no seu smartphone ou até mesmo negligenciar a telinha por conta da Netflix e do YouTube. Mas durante muito tempo a TV viu sua evolução a passos lentos e só hoje vê o seu papel central no entretenimento de muitas famílias brasileiras ser questionado. O Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital (Fórum SBTVD), entidade sem fins lucrativos que contribui para o desenvolvimento da TV digital, lembra que foram necessários mais de 30 anos para que a televisão brasileira evoluísse. 

Desde a sua chegada ao país, na década de 50, a única mudança havia sido em relação às cores – a programação deixou de ser exibida em preto e branco e passou a ser colorida a partir da década de 70. E, finalmente, em 2007, a TV no Brasil iniciou mais uma grande transformação em sua história: a transição de analógica para digital. Em pouco mais de dez anos temos cerca de 80% das casas adaptadas ao novo sistema, que traz mais qualidade de imagem e som, mas que, principalmente, abre as portas para outros recursos de ponta. A tecnologia não para, claro, e a evolução da TV também não parará.

Para José Marcelo Amaral, presidente do Fórum SBTVD, em poucos anos, assistir TV será muito diferente do que é hoje. “Em até cinco anos teremos, não apenas 100% do território brasileiro adaptado à TV digital, mas também recursos de interatividade, HDR, 4K, áudio imersivo e EWBS em pleno funcionamento no Brasil”, explica. E se na teoria fica difícil entender o que significam essas nomenclaturas, na prática elas certamente mudarão muito a forma como é produzida e consumida a programação aberta. Entenda como:

Interatividade

Já foi iniciada pelo Fórum SBTVD a evolução do middleware de interatividade, o Ginga. A partir dessa mudança, será possível, por exemplo, assistir à TV enquanto vota-se no próximo candidato a ser eliminado no seu reality show favorito - sem precisar sair da tela principal. “É a integração perfeita entre a programação aberta com recursos da internet”, explica José Marcelo.

Qualidade de imagem e som

Muito se fala em HDR e 4K, mas nem sempre esses conceitos são claros ao consumidor. O primeiro, tem relação com o brilho da tela e as cores. Isso significa que uma imagem em HDR possui maior variedade de tons e luzes do que o que vemos hoje. Já o 4K apresenta mais definição. É ele que permite ao telespectador enxergar pequenos detalhes da imagem com maior precisão. Já em relação ao som, o áudio imersivo promete revolucionar a experiência dos usuários. Ele dará a impressão de que estamos na cena do filme que estamos assistindo.

EWBS

Imagine poder antever desastres naturais e avisar à população por meio de alertas sonoros ou visuais nos televisores. Isso será possível em breve por meio do Emergency Warning Broadcast System (EWBS). Ele torna possível a emissão de avisos em TVs e outros dispositivos em casas localizadas em áreas de riscos iminentes. “Será um grande avanço se pudermos prever acontecimentos dessa magnitude e possibilitar a tomada de medidas de proteção”, explica o presidente do Fórum SBTVD. “Todos esses recursos só são possíveis porque conseguimos trazer para o Brasil um novo padrão de TV, o digital. Agora não há mais limites para a tecnologia a serviço do entretenimento e da informação na televisão brasileira”, finaliza.