Facebook é acusado de discriminar mulheres em anúncios de empregos

Da Redação
19 de setembro de 2018 - 17h00
Segundo organização de direitos civis, Facebook permitiu que empresas publicassem vagas direcionadas apenas para homens jovens

O Facebook está em maus lençóis agora que a ACLU, organização de direitos civis nos Estados Unidos, preencheu queixa contra a companhia nessa terça-feira (18) alegando que o Facebook favorece profissionais homens por meio de seus anúncios de empregos. Em sua queixa, a ACLU reivindica que o Facebook permitiu que 10 empresas publicassem vagas de empregos em setores dominados por homens para "apenas usuários do Facebook homens e jovens, excluindo todas as mulheres, assim como homens mais velhos". 

Em post no Twitter, a ACLU foi categórica ao afirmar: "Facebook está violando direitos civis federais. Ponto". A legislação norte-americana proíbe empregadores de discriminar com base no sexo, raça, idade, cor ou religião.

A organização está levando seu processo adiante em nome de três candidatos anônimos, além do sindicato de tecnologia, com o objetivo de ampliá-lo para uma ação coletiva em nome de milhões de trabalhadores.

Antes da publicação de um anúncio, o Facebook permite que anunciantes escolham quem pode ver seu anúncio, adaptando seu público a uma faixa etária, sexo e local específicos. Os anúncios podem, portanto, ser alterados para excluir determinados dados demográficos.

"Ativado por plataformas de mídia social como Facebook, os anunciantes estão usando cada vez mais dados pessoais dos usuários para direcionar seus anúncios - incluindo empregos - para usuários individuais com base em características como sexo, raça e idade, excluindo assim usuários fora dos grupos selecionados saibam sobre essas oportunidades", a ACLU escreveu em um post em seu blog.

O Facebook informou que está investigando a queixa.