Tesla reporta maior perda de sua história; Mas ações valorizam 10%

Da Redação
03/08/2018 - 16h42
Montadora de Elon Musk perdeu mais de US$ 717 milhões no segundo trimestre; Ações, entretanto, valorizaram, pois investidores esperavam resultado pior

A Tesla reportou nesta semana que perdeu mais de US$ 717 milhões no segundo trimestre de 2018, a maior perda trimestral em sua história. Além disso, informou que precisou queimar US$ 430 milhões em dinheiro nos últimos três meses. Mas, uma vez que os investidores esperavam um resultado pior, as ações não caíram. Pelo contrário, valorizaram mais de 10% no after hour nessa quinta-feira (2), reportou a CNN. A companhia, entretanto, registrou receita recorde de US$ 4 bilhões, ante US$ 2,79 bilhões no mesmo período do ano anterior.

Segundo analistas, investidores da montadora ficaram aliviados com a notícia de que a Tesla ainda conta com uma reserva de US$ 2,2 bilhões, o que seria suficiente para manter a produção de carros, sem ter que recorrer a empréstimos. Elon Musk, o CEO da montadora, disse que a meta da Tesla é chegar a produção de 10 mil Model 3s até o final deste ano.

Vale lembrar que no final de junho, a montadora finalmente bateu a meta inicial de 5 mil veículos produzidos na semana, uma marca que vinha tentando entregar desde o anúncio do primeiro veículo "popular" que, em algum momento, chegará ao mercado pelo preço de US$ 35 mil. Entretanto, que por ora, a Tesla só tem aceitado pedidos para versões que começam a partir de US$ 49 mil.

Durante a conferência realizada com analistas e investidores, Musk garantiu que será a última vez que a Tesla reporta perdas. "Nosso objetivo é ser lucrativo e ter um caixa positivo para cada trimestre adiante", disse o empresário durante a reunião, reforçando que a companhia estava confiante em suas metas.

Em junho, a companhia baseada em  Palo Alto, Califórnia, demitiu 3.500 funcionários - cerca de 9% de sua força de trabalho - para reduzir custos operacionais.

Recentemente, a Tesla anunciou planos de instalar uma nova fábrica na China, que seria a primeira fora dos Estados Unidos e cuja expectativa é, eventualmente, produzir 500 mil carros por ano.