Zuckerberg perde bilhões em patrimônio e acionistas do Facebook pedem sua saída

Da Redação
26/07/2018 - 21h06
Fortuna encolheu mais de US$ 15 bilhões após companhia sofrer queda brusca no valor das ações; Grupo sustenta 'má liderança' do empresário

A semana não tem sido das melhores para o CEO do Facebook Mark Zuckerberg. As ações da empresa chegaram a cair cerca de 20% nesta quinta-feia (26) após o anúncio do resultado financeiro do último trimestre encerrado em junho. Apesar dos aumentos significativos na receita (42%) e lucro (31%), a revelação de que o ritmo de crescimento da companhia ficará mais lento repercutiu negativamente - e imediatamente. A empresa perdeu cerca de US$ 120 bilhões em valor de mercado.  

Com esse balanço negativo, a fortuna do cofundador da rede social encolheu mais de US$ 15 bilhões. Segundo ranking das pessoas mais ricas o mundo da revista Forbes, Zuckerberg caiu de 4º para 6º lugar na lista. Seu patrimônio foi de US$ 82,5 bilhões para US$ 67,1 bilhões, calculou a revista - uma queda de quase 20%. 

Não bastasse a desvalorização de sua empresa e, consequentemente, de seu patrimônio, o empresário de 34 anos tem sofrido pressão de acionistas. Desapontados com os resultados, investidores do grupo Trillium Asset Management, submeteram uma proposta onde citam as diversas crises de "má liderança" do Facebook, incluindo aí o caso da Cambridge Analytica e a interferência russa nas eleições norte-americanas de 2016, no qual o Facebook foi amplamente utilizado para divulgar fake news.

Entretanto, vale ressaltar que o grupo de acionistas detém "apenas" US$ 11 milhões em ações do Facebook, o que pode soar improvável que a proposta siga adiante. Mas o Trillium busca apoio de outros acionistas que poderiam estar igualmente insatisfeitos com a liderança de Zuck. O grupo sugere que Zuckerberg abra mão de ao menos uma de suas posições na empresa. Atualmente, ele é CEO e presidente do conselho. Segundo os acionistas, ao assumir as duas vagas, Zuckerberg concentra poder demais.

Dessa forma, mesmo que o Trillium consiga maior apoio, com 51% dos acionistas independentes votando a favor das mudanças, é praticamente impossível realizar qualquer mudança na organização se Zuckerberg não quiser, graças à estrutura acionária da companhia.

A proposta do grupo ainda aponta que Apple, Google, Microsoft e outras grandes empresas de tecnologia, separaram os papéis de presidente do conselho e CEO.