Google leva código Morse para versão iOS do teclado Gboard

Da Redação
11/07/2018 - 15h42
Para criar e testar recurso, companhia trabalhou em conjunto com especialista em tecnologia assistiva que nasceu com paralisia cerebral, Tania Finlayson

O Google levou o código Morse para o Gboard, seu teclado móvel, na versão para iOS. Segundo anúncio da companhia em seu blog, também estão sendo feitas melhorias na versão de código Morse existente no Gboard para Android, incluindo uma experiência de digitação aprimorada, um novo modo mini para o teclado e a inclusão de caracteres não alfabéticos (como "%"). 

A equipe do Gboard trabalhou em conjunto com Tania Finlayson, especialista em tecnologia assistiva de código Morse, para criar e testar esse recurso para o teclado móvel. Tania, que nasceu com paralisia cerebral, é a designer e co-desenvolvedora do TandemMaster, um dispositivo que criou com seu parceiro Ken e ajuda de seu irmão e um engenheiro para se comunicar com o mundo. Ela é especialista em código Morse e tecnologia assistiva e se comunica através do código desde os anos 1980. A trajetória de Tania é contada no vídeo abaixo.

A iniciativa do Google é uma forma da companhia também aplicar aprendizado de máquina e a inteligência artificial que possa beneficiar diretamente a vida das pessoas. 

Durante a conferência para desenvolvedores do Google, a Google I/O, que aconteceu em maio deste ano, a gigante de tecnologia explicou e exemplificou como tem usado sua plataforma aberta de machine learning, a TensorFlow, para ajudar cientistas e pesquisadores ao redor do mundo a resolver grandes problemas da sociedade.

Entre os projetos que recorrem à tecnologia está um alocado no Brasil, o Rainforest Connection. Seu fundador Topher White inventou um dispositivo, que batizou de “O Guardião”, cujo objetivo é evitar o desmatamento ilegal da Amazônia.

O projeto utiliza celulares antigos, reciclados e alimentados com o Tensorflow. Eles são instalados em árvores por toda a floresta, e são eles os responsáveis por reconhecer o som de motosserras e caminhões de madeira e alertar para os guardas florestais que policiam a área. Sem esses dispositivos, a região seria policiada por pessoas, o que é quase impossível, dada a enorme área que cobre.

Outro projeto, encabeçado pelo Dr. Jorge Cuadros, utiliza a tecnologia para diagnosticar com antecedência casos de retinopatia diabética (RD), ajudando a prevenir a cegueira precoce em pacientes diabéticos, além de determinar os riscos de doença cardiovascular com análise de imagens a partir de um modelo de aprendizagem profunda.