YouTube anuncia investimento de US$25 milhões contra notícias falsas

Da Redação
11 de julho de 2018 - 10h00
Novas medidas da plataforma de vídeos do Google envolvem parcerias com veículos para combater fake news e teorias da conspiração.

O YouTube anunciou nesta semana uma série de medidas contra a disseminação de notícias falsas e teorias da conspiração em sua plataforma.Conforme um post feito em seu blog oficial, o serviço de vídeos do Google investirá um total de 25 milhões de dólares em ações para combater as chamadas fake news, especialmente em coberturas sobre eventos atuais.

O investimento em questão faz parte do programa Google News Initiative (GNI), anunciado em março deste ano com o objetivo de fortalecer o jornalismo de qualidade, e envolverá algumas ações específicas para o YouTube. 

Entre outras coisas, o YouTube vai criar um grupo de trabalho com veículos e especialistas de comunicações pelo mundo para “nos ajudar a desenvolver novos recursos do produto, melhorar a experiência com notícias no YouTube, e atacar desafios emergentes”. A lista inicial de veículos parceiros inclui a Jovem Pan, do Brasil, Fox News e Vox, dos EUA, entre outros.

O site de vídeos também oferecerá financiamento em aproximadamente 20 mercados globais para ajudar organizações de notícias a construírem operações de vídeo sustentáveis, o que inclui treinar equipes, melhorar as instalações e desenvolver formatos otimizados para a web.

Mais links e contexto

Além disso, o YouTube passará a fornecer acesso rápido e prático a links de reportagens sobre notícias em evidência e assuntos históricos. Isso inclui mostrar resumos de reportagens diretamente nos resultados de buscas por vídeos no YouTube, como uma nova iniciativa nos EUA, assim como incluir informações de fontes como Wikipédia e Enciclopédia Britânica temas históricos e científicos que costumam ser alvos de boatos.

E o YouTube também revelou nesta semana a expansão das ferramentas Top News e Breaking News, que destacam vídeos de veículos de comunicação nas buscas dos usuários, de forma a fornecer mais contexto para eventos mais urgentes. A partir de hoje, 10/7, essas duas seções passam a estar disponíveis em 17 países pelo mundo, incluindo Brasil, México, Itália, Japão, África do Sul, Reino Unido e EUA, entre outros.