6 startups brasileiras de educação disputam programa da Singularity University

Da Redação
04 de julho de 2018 - 12h00
Empresas se apresentam no dia 10 de julho, na final do Global Impact Challenge. Evento aberto ao público definirá quem irá para o SU Ventures Incubator Program

No dia 10 de julho, acontece a final do Global Impact Challenge Brasil 2018, realizado pela Singularity University em parceria com a Escola Concept, do Grupo SEB.

Inscreveram-se para a edição deste ano empreendedores, pesquisadores e cientistas com projetos na área de Educação. “Tivemos um número recorde de 129 candidatos e um nível excelente de pessoas e ideias transformadoras”, comenta Conrado Schlochauer, realizador da competição e embaixador da Singularity University em São Paulo. Após semifinais no Recife, em São Paulo e Porto Alegre, seis empreendimentos foram escolhidos para disputar a final.

O prêmio é participar do SU Ventures Incubator Program, entre 3 de setembro e 19 de outubro, no Vale do Silício, com uma bolsa concedida pela Concept. Trata-se de um programa de aceleração de startups que inclui treinamento de liderança aos fundadores dos negócios, estruturação às empresas e um ecossistema para inovação e execução.

 “A dinâmica atual é desafiadora e requer um pensamento integrado e exploratório, que resulte em soluções para as questões de uma comunidade ou sociedade em geral”, afirma Thamila Zaher, diretora executiva do Grupo SEB.

O evento é aberto ao público e contará com bate-papo entre Schlochauer e o empresário e comediante, Murilo Gun, além de Regina Njima, diretora do Global Impact Competitions da Singularity University.

Na lista abaixo, conheça os finalistas:

Escribo, de Recife

Desenvolvida em 2015, a Escribo cria e oferece soluções voltadas para o aprendizado desde o Ensino Infantil até o Ensino Médio. Por meio de projetos interativos e lúdicos, a plataforma desperta e engaja o aluno, enquanto gera indicadores para os professores acompanharem os avanços e as dependências dos alunos. 

Células Empreendedoras, de Recife

Com o intuito de suprir expectativas de alunos em relação ao mercado, Genésio Gomes criou o Células Empreendedoras. “O programa surgiu por uma atitude minha, como professor que tinha acabado de sair de um doutorado de inovação na educação e queria fazer algo diferente na instituição onde lecionava. O Célula Empreendedoras é formado por estudantes e educadores, que desenvolvem projetos a serem levados ao mercado. A partir deles, docentes e discentes formam uma rede de trocas de experiências e informações para escalar ideias.

MedRoom, São Paulo

Ligada à área de saúde, a MedRoom oferece uma estrutura de realidade virtual, aliada a materiais didáticos e interativos, para alunos e profissionais da área treinarem e aperfeiçoarem procedimentos. “MedRoom surgiu da vontade de unirmos videogames com saúde. Em 2015, meu sócio, Sandro, testou o Oculus Rift e percebeu que tinha potencial para treinamento médico. Estamos construindo um centro de apoio ao estudante de medicina que já conta com um laboratório de morfofisiologia em realidade virtual. Recriamos um paciente com todos os sistemas e estruturas do corpo que um aluno de medicina precisa conhecer, num universo gamificado e com uma experiência de usuário amigável”, explica Vinícius Gusmão, sócio-fundador. 

Sofia, São Paulo

A plataforma SOFIA visa integrar, orientar e instrumentalizar professores, terapeutas, familiares e estudantes a ampliarem métodos e práticas que possibilitam a quebra de barreiras no âmbito acadêmico e social de pessoas com deficiência intelectual. Pais de uma menina de seis anos com Síndrome de Down, Andreia e Pablo Stanger, junto com a terapeuta, Priscila Garcia, desenvolveram uma ferramenta com o objetivo de acelerar o processo de ensino por meio da tecnologia, além de dar acesso ao conteúdo proposto pela Base Nacional Comum Curricular. 

Innducate, Porto Alegre

O Innducate funciona como uma base de construção de competência, que está por dentro de uma plataforma na qual os algoritmos coletam dados de pesquisas, estudos, notícias e abastem determinadas áreas de conhecimento. Com essa plataforma, professores, alunos e pesquisadores conseguem traçar caminhos para chegar a determinado patamar profissional. “A expectativa é expandir ainda mais o horizonte do projeto, evoluindo a ideia e construir um modelo de negócio com maior impacto”, explica Igor Casenote, fundador da Innducate.

Schoolastic, Porto Alegre

A Schoolastic tem por objetivo auxiliar pais e educadores no desenvolvimento pleno dos estudantes desde a primeira infância. A plataforma se transformou numa ferramenta de apoio com planos de ações para o desenvolvimento da pessoa, respeitando a singularidade e, principalmente, o processo cognitivo de cada um. Com apenas três anos de funcionamento, a empresa apresentou resultados efetivos, segundo o fundador Daniel Nascimento. “Em um dos casos tínhamos uma pessoa com grande dificuldade no aprendizado da Matemática, mas uma aptidão incrível com a língua inglesa. Neste plano de ação, apresentamos como uma opção o estudo em casa e que as anotações em sala de aula fossem passadas para a língua inglesa e, aos poucos, o resultado foi aparecendo e se consolidando”, explica. 

Final do Global Impact Challenge Brasil 2018

Terça-feira, 10 de julho, às 19h

Escola Concept: Av. Nove de Julho, 5520 - Jardim Paulista

Inscrições: http://bit.ly/gicbrasil2018

Entrada gratuita