Jovens brasileiros estão pouco otimistas quanto à tecnologia, diz FGV

Da Redação
18 de maio de 2018 - 17h01
Índice de Confiança Digital deste ano mostra que jovens estão cada vez mais ansiosos e angustiados em relação às tecnologias digitais

Em uma escala de 1 a 5, o brasileiro possui expectativa positiva em relação à tecnologia, no valor final de 3,92. Na mesma proporcionalidade, 4,38 esperam sempre o melhor da tecnologia; 3,74 acreditam que vão perder o emprego e 3,05 afirmam que ela traz angústia. Os números são do Índice de Confiança Digital (ICD), estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV), que mede a confiança de consumidores em diversos segmentos, como mudanças políticas, sociais, econômicas, ambientais ou mesmo tecnológicas.

André Miceli, coordenador do curso de MBA em Marketing Digital, destaca que acompanhar a mudança nesse indicador ao longo do tempo será uma fonte de informação importante para mapear quais fatores exercem força sobre a confiança digital e como esse fator pode indicar um comportamento no mercado como um todo.

Jovens

A pesquisa aponta ainda que os jovens são menos otimistas quanto à tecnologia. Apesar dos jovens de 13 a 17 anos serem os que mais usam a tecnologia para relaxar, eles possuem quatro dos piores desempenhos das sete perguntas do ICD. "O que mais chama atenção é a sensação de angústia e ansiedade, que resulta no pior índice de confiança digital entre todas as outras segmentações por idade", destaca Miceli.

Idosos

O público com mais de 65 anos de idade possui o pior desempenho em 3 das 7 perguntas, embora com ICD mediano. Mas chama a atenção o comportamento perante a afirmação. "Muitas pessoas vão perder o emprego em função da tecnologia" – 80% concordam, mesmo que parcialmente, com essa afirmação. "Isso nos leva concluir que esse público é o que mais se sente ameaçado pelos novos recursos", conclui André Miceli.

Crise econômica

Apesar do cenário político e econômico no Brasil vir oscilando nos últimos anos, a primeira amostra do ICD revelou que 91% dos entrevistados espera o melhor da tecnologia. "Ninguém, entre as 1.158 pessoas entrevistadas de todas as regiões, faixa etária, gênero ou escolaridade, discorda plenamente que espera sempre o melhor da tecnologia", analisa o especialista em marketing digital.