Como será o recurso de namoro do Facebook que promete concorrer com o Tinder

Da Redação
02/05/2018 - 11h22
Ações do grupo que detém o Tinder despencaram após o anúncio da novidade; Facebook garantiu privacidade do usuário com nova ferramenta

Durante sua conferência anual para desenvolvedores, a F8, nessa terça-feira (1), a companhia anunciou um novo recurso para ajudar usuários encontrarem o amor ou se frustrarem com ele. Segundo o CEO Mark Zuckerberg, usuários terão um perfil a parte dentro do Facebook com o recurso de namoro online. 

Dado o cruzamento de dados da rede social - e talvez a essa altura você já saiba que o Facebook não fez um bom trabalho ao assegurar as informações de milhões de usuários - você pode achar que seria uma péssima ideia entregar suas expectativas românticas para a plataforma. Mas, de acordo com a companhia, seu perfil para encontrar potenciais parceiras ou parceiros não ficará visível para seus amigos, tampouco, denunciará seus sentimentos na timeline.

O recurso promete ser discreto, não dando "match" com sua rede de amigos, diz o Facebook. Com o serviço, os usuários poderão buscar eventos e grupos relacionados aos seus interesses, como shows da sua banda favorita, comunidades para discutir esoterismos e celebridades ou quem sabe preciosismos do cinema alemão. Se um usuário encontrar um evento que ele gostaria de ir, ele poderá 'destravar' tal evento para conversar com outros que também estarão lá. 

A partir daí, o seu perfil de namoro será compartilhado com outras pessoas que irão ao mesmo evento e que também estão usando o serviço de paquera do Facebook. Eles poderão visualizar entre os usuários e, a partir daí, iniciar uma conversa privada que, aparentemente, não é conectada ao Messenger ou WhatsApp. 

"Eu sei que vocês terão muitas dúvidas sobe isso. Nós desenhamos isso com privacidade e segurança em mente desde o início", reforçou Mark Zuckerberg em seu keynote. A previsão é que o recurso comece a ser liberado para seus usuários até o final deste ano.

E agora, Tinder?

Investidores do grupo que detém o Tinder, o Match Group, não devem ter ficado nada contentes com o anúncio. Isso porque as ações da companhia, que também detém o site Match.com e OkCupid, despencaram 22% na tarde de terça-feira após a notícia. As ações da IAC/InterActiveCorp, acionista majoritária da Match, também caíram 11%. Dada a iminente concorrência, apps como Tinder e Happn deverão correr para entregar novidades aos seus usuários.