Está na hora de Mark Zuckerberg deixar a presidência do Facebook?

Da Redação
09/04/2018 - 18h30
Pressão aumenta a medida que CEO se encaminha para depor; Para um grupo de investidores, Zuckerberg mostrou que não entende como uma companhia global é administrada

Mark Zuckerberg, definitivamente, não se encontra em seu melhor momento. Mesmo depois de anunciar uma série de mudanças para a rede social que visam garantir maior privacidade dos seus usuários - à sombra do escândalo envolvendo a consultoria Cambridge Analytica - críticas a respeito da forma como ele tem administrado a companhia tem ganhado coro e chegado à superfície da imprensa.

Agora, um importante grupo ativista de investidores, o Open MIC, se pronunciou a respeito do caso. Para o CEO do Open MIC, Michael Connor, está na hora de Zuckerberg deixar o topo da pirâmide do Facebook.

Em comunicado, ele cita as novas admissões de irresponsabilidade de Zuckerberg em seu depoimento planejado ao Comitê de Energia e Comércio da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos. Uma comissão parlamentar do Congresso dos EUA divulgou, nesta segunda-feira (09), um rascunho do depoimento que o executivo dará nesta quarta-feira (11).

"O depoimento planejado de Mark Zuckerberg destaca um simples fato: ele não entende como uma companhia global, grande e pública é administrada", diz Connor. "Atualmente ele tem dois empregos nos Facebook - CEO e presidente do conselho. É hora de ele desistir de, pelo menos um, senão de ambos os títulos".

Connor continua: "Já passou do tempo do Facebook separar os papéis de CEO e presidente do conselho e para Zuckerberg se demitir ou ser demitido".

Vale ressaltar, entretanto, que a Open MIC não é acionista do Facebook. Mas a empresa possui um histórico de coordenar investidores da rede social para um comportamento, digamos, mais responsável da companhia. No início deste ano, o grupo coordenou pedidos de um relatório de acionistas na interferência da plataforma nas eleições norte-americanas de 2016 e outros desafios da rede social.

Em entrevista dada ao Atlantic, Zuckerberg ressalta que não considera resignar o cargo, porque está confiante de que a empresa conseguirá atravessar esses desafios. 

O cofundador da rede social detém 16% das ações do Facebook, mas conta com 60% dos direitos de votos da companhia. O que torna impossível para investidores, eventualmente, removerem de Zuckerberg o título de CEO.