Suspeita dos disparos na sede do YouTube criticou plataforma por restrições impostas

Da Redação
04/04/2018 - 13h56
Nasim Aghdam era youtuber e dizia lutar pelos direitos dos animais; Polícia ainda investiga motivações da mulher morta no local

Imagem Travis Wise/Flickr/Creative Commons

A suspeita dos disparos que acertaram três pessoas na sede do YouTube nessa terça-feira (3), em San Bruno, Califórnia, foi identificada pela polícia como Nasim Aghdam. Segundo as autoridades, a mulher que tinha 39 anos foi encontrada morta no local e, aparentemente, atirou em si própria depois desferir os tiros. As investigações ainda estão em andamento. Três pessoas foram feridas, uma delas, um homem de 36 anos, está em estado crítico. Outras duas vítimas são mulheres. Uma delas, com 32 anos, também se encontra em estado grave.

Segundo informações dadas à CNN pelas autoridades, acredita-se que a atiradora conhecia ao menos uma das vítimas. Os motivos da suspeita ainda não são claros, informou o chefe de polícia de San Bruno, Ed Barberini. 

Quem era Nasim

Nasim era youtuber e se descrevia como vegana e ativista pelos direitos dos animais. Ela era de San Diego, de origem persa, e responsável pelo site NasimeSabz.com, que significa "brisa verde" na língua persa. No site, ela se descrevia como vegana e atleta.

Ela chegou a acusar o YouTube de derrubar a audiência dos seus vídeos, alegando censura e discriminação contra o conteúdo que ela publicava. 

Nasim escreveu: "Este vídeo foi restringido pela idade depois de novos funcionários mente-fechada do YouTube controlarem meu canal em 2016 e começarem a filtrar meus vídeos para reduzir as visualizações e suprimir e me desencorajar a fazer vídeos". 

Ela também escreveu: "Não há liberdade de expressão no mundo real e você será suprimido por dizer a verdade que não apoia o sistema". 

À imprensa local, o pai de Nasim confirmou que a filha criticou o YouTube após a plataforma parar de pagar por seus vídeos.

O canal no YouTube de Nasim foi removido nesta manhã de quarta-feira.

Segundo a polícia ela teria começado os disparos antes de entrar no edifício do YouTube, que concentra cerca de 1.700 funcionários.