Vendas de assistentes de voz disparam em 2017, aponta estudo da Adobe

Da Redação
30/01/2018 - 15h24
Vendas de aparelhos como Echo e Google Home cresceram 103%. Vendas de eletrônicos pela internet e mercado de fones de ouvido sem fio também teve aumento

O comodismo que os dispositivos habilitados com assistentes de voz, como o Echo (Amazon) e o Google Home, prometem, tem dado resultado para suas respectivas fabricantes. Segundo levantamento do Adobe Digital Insights (ADI), as vendas desses dispositivos cresceram 103% no quarto trimestre de 2017 na comparação com o mesmo período de 2016. Os valores dizem respeito ao mercado nos Estados Unidos. 

“Estamos caminhando na direção de um futuro no qual os consumidores nem sempre vão precisar de uma tela para interagir com seus dispositivos”, disse Costa Lasiy, analista sênior do ADI. “Nossa pesquisa mostra que não só as pessoas estão mais confiantes com a tecnologia baseada em voz, mas a adoção também está aumentando. Acreditamos que essa tendência deve acelerar no próximo ano, conforme mais dispositivos ativados por voz forem lançados e também conforme as empresas começarem a incorporar o recurso de voz em seus atuais produtos e serviços”.

A análise do ADI se baseia em dados de consumidores agregados e anônimos, com mais de 55 bilhões de visitas a mais de 250 sites de comércio nos Estados Unidos. 

Compras por voz

De acordo com a pesquisa, 22% das pessoas que têm o dispositivo disseram fazem compras usando comandos de voz. “A razão pela qual as pessoas adotam tecnologia de voz mais rápido do que nunca é o fato de que a tecnologia melhorou tremendamente e os consumidores estão percebendo isso”, pontua Lasiy.

A grande maioria dos usuários acredita que a qualidade atual do reconhecimento de voz é boa, com apenas 4% considerando-a ruim. Os usos mais populares para dispositivos de assistente de voz são ouvir música (61%), verificar a previsão do tempo (60%), fazer perguntas divertidas (54%) e pesquisar (53%).

Sem fios

Outra tendência descoberta pela ADI como parte de sua análise: os fones de ouvido sem fio estão aqui para ficar. Na verdade, as vendas mostram que 45% dos consumidores não concordam com a decisão dos fabricantes de smartphones, como a Apple e a Samsung, de remover a entrada para fone de ouvido.

Além disso, as vendas de carregadores sem fio mais do que duplicaram na comparação com o ano anterior, o que se correlaciona com o lançamento, ao longo do ano passado, de mais dispositivos que suportam a tecnologia. Dois terços dos consumidores entrevistados concordaram que o movimento global de produtos eletrônicos sem fios é positivo.

E-commerce

As lojas online com foco em produtos eletrônicos tiveram um crescimento de 14,7% no quarto trimestre de 2017 em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Assim como outros varejistas, os comerciantes de produtos eletrônicos acompanham a tendência geral de uma mudança para o tráfego móvel. No entanto, ficam atrás da média da indústria de varejo. Quando se trata de participação da receita online por dispositivo, a maior parte da receita online de varejistas de produtos eletrônicos de consumo ainda se origina em computadores.

“Comprar produtos eletrônicos online exige um processo intenso de pesquisa”, explicou Lasiy. “Se quiser realmente ver o produto, ler todas as especificações, as avaliações, é mais fácil fazer isso em um computador. Mas o valor médio da compra de produtos eletrônicos de consumo teve um aumento constante em todos os dispositivos. Acreditamos que isso ocorre porque os revendedores se tornaram realmente bons em recomendar produtos e acessórios complementares, o que aumenta o número de itens no carrinho”.

O estudo completo do Adobe Digital Insights pode ser acessado aqui.