CES 2018: WPA3 traz melhorias de segurança para roteadores Wi-Fi

PC World / EUA
10 de janeiro de 2018 - 11h49
Anunciado pela Wi-Fi Alliance durante feira de tecnologia em Las Vegas, novo padrão substituirá o já antigo WPA2, no mercado desde 2004.

Qualquer pessoa que já configurou um roteador provavelmente conhece o Wireless Protected Access, ou criptografia WPA. Pois bem, agora o palco está pronto para o WPA3, um novo protocolo de segurança Wi-Fi que traz mais segurança para aparelhos de rede.

A Wi-Fi Alliance anunciou o WPA3 oficialmente nesta segunda-feira, 8/1, durante a feira de tecnologia CES 2018, em Las Vegas. As melhorias do padrão serão liberadas lentamente ao longo deste ano para novos aparelhos. A associação também apresentou diversas melhorias para a especificação atual WPA2 (existente desde 2004), para torná-la mais segura enquanto os aparelhos compatíveis com o WPA3 chegam ao mercado.

As principais melhorias da nova versão do WPA incluem criptografia individualizada de dados, para que os hackers de olho em redes públicas de Wi-FI encontrem mais dificuldades para espionar as suas comunicações wireless. Mais importante, o WPA3 também reforça a interação com a rede quando uma senha é digitada, avisando ao hotspot ou roteador que alguém está tentando descobrir a sua senha e habilitando limites a serem colocados no número de tentativas.

Sem essas proteções habilitadas pelo WPA3, os invasores poderiam simplesmente ficar testando senhas comuns, como “123456”, até que o hotpost ou roteador liberasse o acesso. Com o WPA3, o roteador pode ser configurado para restringir o acesso ou até te notificar que um criminoso (ou vizinho espertinho) está tentando acessar a sua rede.

O WPA3 também conta com um pacote de segurança de 192-bit, alinhado com o pacote Commercial National Security Algorithm (CNSA) do the Committee on National Security Systems, para ajudar a proteger redes do governo e outras redes verificadas, segundo a Wi-Fi Alliance.

A Wi-Fi Alliance também formalizou algumas boas práticas para proteger o WPA2, segundo informações do site Dark Readking. Agora, as empresas de Wi-Fi terão de se submeter a testar para garantir que seus produtos se comportam de forma responsável ao usar protocolos de segurança, e que padronizem em 128-bits de criptografia ao realizar conexões.