IA, 5G e wearables do futuro: as tecnologias emergentes que esperamos ver na CES 2018

Carla Matsu
06 de janeiro de 2018 - 13h32
Maior feira de produtos eletrônicos do ano acontece em Las Vegas na próxima semana. Grandes empresas e startups se preparam para apresentar próxima geração de dispositivos e serviços

A CES (Consumer Electronics Show) é uma das feiras mais tradicionais no que diz respeito ao cenário de lançamento de produtos eletrônicos. Em 2017, o evento que toma todos os anos a cidade de Las Vegas completou seu cinquentenário, e ainda se mantém referência no calendário de grandes companhias da indústria, apesar de alguns nomes terem optado por anunciar suas principais linhas em eventos próprios, como é o caso da Samsung. 

O evento é um bom termômetro do que vem por aí em termos de novos dispositivos e soluções que devem transformar uma série de verticais. A feira já foi palco para o primeiro carro feito com impressora 3D, drone autônomo que ambiciona revolucionar o transporte urbano individual, sem falar nos carros onde você não terá que fazer nenhum esforço. 

Na próxima semana, do dia 8 a 12 de janeiro, Las Vegas deve receber cerca de 200 mil pessoas para a CES e nós estaremos lá para ver o que grandes empresas e startups reservam para o futuro de smartphones, laptops, televisores e óculos de realidade virtual e aumentada. Mas há certamente muita expectativa em relação a outras frentes. Na lista a seguir, destacamos algumas das tecnologias emergentes que devem fazer manchetes durante a CES 2018.

Inteligência Artificial

Fato é que as grandes inovações que estão encontrando o seu caminho entre a tecnologia pessoal não são eletrônicos físicos, mas sim novas pesquisas e desenvolvimento em software. Para ser mais específico, em inteligência artificial. A CES 2018 reservou keynotes dedicados à ascensão do aprendizado de máquina e seu provável e iminente impacto na força de trabalho. Também esperamos ansiosos para ver como a evolução da tecnologia deve impactar a indústria automobilística. No ano passado, conceitos para carros autônomos ganharam os holofotes da CES 2017 e prometem fazê-lo novamente nesta edição. Startups também devem apresentar produtos alimentados pela IA na tentativa de facilitar a sua rotina e, neste caso, o arranjo de produtos eletrônicos inteligentes a se esperar é variado. Afinal, pense em algo que poderia ser melhorado com uma versão eletrônica e inteligente e é bem provável que iremos encontrá-lo em algum estande da CES.

Assistentes virtuais

A assistente inteligente da Amazon, a Alexa, deve alcançar todos os cantos da CES, isso porque uma série de empresas firmaram parcerias com a Amazon para levar a assistente habilitada por comandos de voz para seus produtos. Isso quer dizer que podemos ver desde lâmpadas inteligentes, robôs aspiradores, sistemas de segurança, geladeiras, microondas e cafeteiras habilitadas por diálogos pouco existencialistas entre o consumidor e a máquina. Por ter sido pioneira ao lançar um alto-falante doméstico habilitado por uma assistente inteligente, no caso o Echo, a empresa de Jeff Bezos tem tido generosas vantagens. Em dezembro, a Amazon disse que vendeu dezenas de milhões de Echos próximo ao Natal. É um mercado aquecido e cabe muito bem na nossa visão futurística de como iremos interagir com coisas e serviços. 

Outras grandes concorrentes, como o Google e mais recentemente a Samsung, têm se atentado para o potencial e apertam o passo para conquistar a preferência do consumidor neste nicho. Enquanto esperamos para a Apple lançar o seu aguardado HomePod, um alto-falante que recorre a Siri para controlar acessórios inteligentes em nossas casas, a Google e a Amazon devem garantir o protagonismo na feira. E claro, estaremos em busca das startups que pensaram em soluções para nosso anseio por interação e automatização de serviços.

Wearables com foco em saúde

A indústria tem falhado em convencer consumidores a comprarem smartphones para os seus pulsos. Mas há uma luz para empresas que buscam nos relógios inteligentes uma forma de inovar a área da saúde pessoal, seja ela para controlar doenças crônicas ou o seu sono, e literalmente os seus passos. Companhias como a Apple e Fitbit têm conduzido estudos para examinar como pulseiras inteligentes podem ser usadas para detectar condições cardíacas e o Google já conta com um projeto que prevê o uso de lentes de contato para detectar níveis de glicose em pacientes pré-diabéticos e diabéticos. 

Dito isso, esperamos ver como as empresas estão se desdobrando para fazer dos wearables algo realmente útil e não somente mais um gadget para pesar os nossos pulsos. Na programação de keynotes da CES, há um painel dedicado aos wearables e um deles com foco nos chamados tecidos do futuro. Entre os palestrantes está Ivan Poupyrev, diretor de engenharia do Google, que há dois lançou o Projeto Jacquard para tornar roupas conectadas e inteligentes. 

A próxima geração de tecnologia sem fio

Um mundo cada vez mais conectado por sensores e habilitado para a inteligência artificial exige uma velocidade de conexão mais ágil do que a que dispomos atualmente. Grandes nomes como Qualcomm e a Intel vem disputando a linha de frente no que diz respeito a quinta geração de tecnologia móvel, o 5G. As duas empresas contam com coletivas de imprensa já na segunda-feira, 8, e a expectativa é que a pauta seja debatida e defendida na próxima semana pelas duas fabricantes de modem e processadores. Operadoras como a AT&T e a Verizon também devem fazer anúncios a respeito do 5G. A ideia é que uma nova geração de tecnologia móvel possa não só beneficiar downloads mais rápidos, mas toda uma conjuntura de serviços que impactarão a indústria e, claro, nós consumidores. Cidades inteligentes carros autônomos, robôs industriais e serviços críticos, todos serão beneficiados pelo 5G. E o prazo para isso, de fato ser desdobrado, é o ano de 2020.

A CES 2018 acontece na próxima semana e nós do IDG Now! estaremos de perto acompanhando o maior evento de tecnologia do ano. Acompanhe nossas atualizações por aqui e nas redes sociais (Facebook e Twitter).