Navegador do Windows 10, Edge continua queda e vê Chrome distante

Computerworld / EUA
08 de novembro de 2017 - 16h08
Lançado junto com o sistema mais recente da Microsoft, em 2015, browser fechou outubro com participação de apenas 4,6%, mesmo número de abril de 2016.

Imagem: divulgação/Microsoft

O navegador Microsoft Edge despencou para a sua fatia de usuários mais baixa em outubro, quando foi usado por menos de 16% dos usuários de Windows 10, segundo informações da Net Applications.

A empresa de pesquisas destaca que o browser registrou uma queda de seis décimos de ponto percentual, encerrando o último mês com uma participação de apenas 4,6% no mercado de navegadores. Esse foi o maior declínio já registrado pelo browser da Microsoft, que voltou à posição ocupada em abril de 2016.

Chama ainda mais a atenção o uso do Edge quando calculado como um percentual do Windows 10 – o Edge é o navegador padrão do Windows 10, único sistema em que pode ser usado. Entre todos os usuários do Windows 10, apenas 15,7%, um recorde negativo, rodaram o Edge em outubro. Em março, o número era bem maior: 22%. 

A participação do Edge no Windows 10 vem caindo desde o lançamento do sistema, no meio de 2015. Após começar com 36%, o navegador fechou aquele ano com 28% e 2016 com apenas 22%. 

Caso todos os usuários do Windows 10 tivessem ficado com o Edge, o navegador agora responderia por uma fatia de 29,3% do mercado, ou seis vezes mais do que sua marca atual. Em vez disso, a linha de tendência da Net Applications mostra que, quanto mais PCs rodam o Windows 10, pior o desempenho do Edge. 

Resumindo: o Edge nunca ‘pegou’ realmente entre os usuários do Windows 10. E, neste momento, mais de dois anos após o lançamento do sistema, o browser pode estar em uma posição sem volta. É difícil visualizar uma estratégia que poderia melhorar significativamente os números do Edge, a não ser que a Microsoft faça algo desesperado, como barrar outros navegadores no sistema – o que provocaria muita polêmica e provavelmente causaria intervenção de autoridades.

Um aumento no uso do Internet Explorer mais do que compensou a queda do Edge, com o número combinado dos dois subindo três décimos de ponto percentual para um total de 19,7%. Esse crescimento foi o primeiro movimento positivo dos navegadores da Microsoft desde dezembro de 2014. 

Mudanças de curto prazo nas fatias de usuários costuamm ser impenetráveis, mas o crescimento de três décimos de ponto percentual do IE+Edge pode ser uma recuperação parcial da sanidade na coleta de dados após a queda significativa de 1,9 ponto em setembro. Os próximos dois meses confirmarão a queda livre do mês passado ou contestarão sua validade.

O crescimento da Microsoft fez com que o Safari, da Apple, registrasse uma queda de 0,7 ponto percentual, descendo sua participação para 4,4%. Já o Firefox e o Google Chrome adicionaram, respectivamente, 0,3 ponto percentual e 0,2 ponto percentual, chegando a 13,1% e 59,8%.

Com isso, o navegador da Mozilla registrou em outubro a sua melhor marca dos últimos três anos. Enquanto isso, o Chrome manteve sua escalada rumo aos 60% - se continuar nesse ritmo, o browser do Google deve superar o número até o fim do ano.