Facebook não revela anúncios da Rússia durante eleição dos EUA em 2016

Da Redação
05 de outubro de 2017 - 10h53
Rede social disse não irá libertar ao público os cerca de 3 mil anúncios ligados à intervenção russa na eleição presidencial.

O Facebook se recusou a revelar publicamente os cerca de 3 mil anúncios ligados à intervenção da Rússia na eleição presidencial norte-americana para ajudar o presidente eleito Donald Trump e comprados em sua plataforma

Apesar disso, segundo a mesma fonte, o Facebook vai testemunhar, ao lado do Google e Twitter, em uma audiência pública do Senado, marcada para o dia 1º de novembro, sobre o uso das mídias sociais pela Rússia para influenciar a eleição nos EUA e a divulgação de publicidade política online.

A solicitação para que o Facebook revelasse os anúncios, que já foram entregues aos parlamentares da comissão que investiga a intromissão da Rússia no pleito presidencial de 2016, foi feita pelos senadores Richard Burr e Mark Warner, durante uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira no Capitólio. "Eu acho que, no final do dia, é importante que o público veja esses anúncios", disse Warner, vice-presidente do comitê de inteligência.

O Facebook divulgou esta semana que 10 milhões de usuários viram os anúncios antes e depois das eleições e que a maioria deles enfocava "mensagens sobre divisões sociais e políticas em todo o espectro ideológico", como questões envolvendo grupos LGBT, imigração e direito de porte de armas.

Um porta-voz do Facebook informou ao Business Insider no início do mês passado que a empresa estava "incapacitada" de divulgar os anúncios "devido a uma lei federal e ao fato de que as investigações ainda estão em andamento pelas autoridades".

Warner e Burr, que tiveram acesso aos anúncios, disseram que "não liberaremos os documentos fornecidos à nossa comissão". "Claramente, se alguma das empresas de redes sociais decidir fazer isso, estamos de acordo com eles", disse Burr.

O Facebook não respondeu a um pedido do Business Insider para comentar e explicar por que não divulgará os anúncios.

Uma reportagem recente da CNN disse que alguns dos anúncios ligados à Rússia foram direcionados especificamente a pessoas dos estados de Michigan e Wisconsin, coincidentemente os dois estados que foram decisivos para que Trump vencesse a eleição.