Mark Zuckerberg defende Facebook de críticas de Donald Trump

Da Redação
29/09/2017 - 13h14
Presidente norte-americano acusou rede social e os jornais New York Times e Washington Post de serem anti-Trump e contribuírem com fake news

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, usou seu perfil na rede social para rebater os ataques do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que acusou a empresa de ser "anti-Trump".

"Trump diz que o Facebook está contra ele. Os liberais dizem que ajudamos Trump. Os dois lados estão chateados com ideias e conteúdos que não gostam", escreveu Zuckerberg nesta quarta-feira (28/09). 
 
As declarações de Trump surgiram horas antes e também acusavam os jornais New York Times e o Washington Post de também serem contrários a ele e de contribuírem com as chamadas fake news. Zuckerberg endereçou o tema em seu post, dizendo que durante as últimas eleições presidenciais, o Facebook desempenhou "um papel diferente do que muitos estão dizendo".
 
"Nesta eleição, pessoas tiveram voz como nunca tinha acontecido. Foram bilhões de interações discutindo assuntos que talvez nunca teriam ocorrido", escreveu. "Todos os tópicos foram discutidos, não apenas o que a mídia abordou", continuou.
 
Zuckerberg ainda diz estar arrependido de, numa conferência após as eleições, ter afirmado que “a ideia de que a desinformação no Facebook mudou o desfecho da eleição era maluca”. O executivo diz reconhecer, agora, que era um assunto demasiado importante para se desdenhar. "Chamar isso de loucura foi desdenhar e eu me arrependo", pontuou.
 
Ele ainda tenta deixar claro o papel que o Facebook desempenhou nas eleições no ano passado, levando “2 milhões de pessoas a se registrarem para votar”.
 
Por fim, o CEO concluiu a sua resposta ao presidente norte-americano dizendo que a rede social fará a sua parte para “defender contra estados-nação que tentam espalhar desinformação e subverter eleições” e que continuará a trabalhar para “assegurar a integridade de eleições livres e justas por todo o mundo”. 
 

Recentemente, a rede social afirmou que 470 contas falsas, provavelmente operadas na Rússia, gastaram cerca de US$ 100 mil contratando mais de três mil anúncios políticos nos últimos dois anos.

O Facebook revelou que entregou a informação sobre estas contas e anúncios ao promotor especial Robert Mueller, que comanda a investigação federal sobre a suposta interferência russa nas eleições norte-americanas.