NASA divulga últimas imagens feitas pela Cassini em seu 'Grand Finale'

Da Redação
21 de setembro de 2017 - 12h29
Câmara a bordo da sonda espacial registrou as imagens mais aproximadas que a humanidade já teve do planeta

Após uma missão de duas décadas, a sonda espacial Cassini encerrou sua viagem em direção à atmosfera de Saturno na última sexta-feira (15/09). 

Durante sua manobra final, o veículo conseguiu fazer registros impressionantes do sexto planeta do nosso Sistema Solar e de seus misteriosos anéis e satélites. São as imagens mais aproximadas que a humanidade já conseguiu obter do gigante gasoso.

Na quinta-fera (14), a apenas há algumas horas da sonda dar seu adeus, Cassini capturou a última imagem de seu destino final, a cerca de 634 mil quilômetros de Saturno. 

De acordo com a NASA, tal imagem foi feita quando este lado de Saturno estava mais distante do Sol. Na imagem abaixo, a agência aplicou filtros vermelho, verde e azul sobre uma foto monocromática. Nela, vemos parte do planeta iluminado pela luz refletida de seus anéis. Já na imagem que abre esta matéria, temos a visão de Cassini sobre a gigante lua Titã.

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Na foto abaixo, feita no dia 13 de setembro, vemos os anéis de Saturno. A NASA espera que o último mergulho da Cassini possa ajudar a compreender um dos grandes mistérios do planeta: do que são feitos seus anéis e quando se originaram. 

  AneisSaturno1

Nesta imagem, Cassini registrou o hemisfério norte de Saturno no dia 13 de setembro.

SaturnoNorte1

Abaixo, a vista de Encelado, outra lua de Saturno, onde também foi encontrada água e cujos vapores saem de sua superfície. Ali, cientistas conseguiram confirmar a presença de gás hidrogênio. A Nasa confirmou 53 luas do planeta, com mais nove em investigação.

 Enceladus2

 Era 1997 quando a Nasa, a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) e a Agência Espacial Italiana (ASI) lançaram a missão Cassini-Huygens para melhor compreender Saturno e seu sistema planetário. Ao todo, o projeto envolveu a colaboração de 17 países e um orçamento superior a US$ 3 bilhões.

Junto à sonda, foi acoplada a nave Huygens que, com a ajuda de um paraquedas, conseguiu aterrissar na lua Titã em 2005, o maior satélite natural de Saturno e o segundo maior do nosso sistema solar. Com tal empreitada, pesquisadores conseguiram concluir que a Titã possui características muito parecidas com a Terra. Com um raio de 2.575 km, ela possui temperaturas muito baixas, porém é o único lugar já descoberto com líquido estável na superfície. 

O nome de batismo da Cassini é uma homenagem ao astrônomo italiano Giovanni Domenico Cassini, que descobriu quatro satélites de Saturno e a divisão entre os anéis. Já a nave Huygens referencia o físico matemático e astrônomo Christiann Huygens, responsável pela descoberta da lua Titã, em 1665.

Mesmo que Cassini tenha se despedido, sua viagem de 22 mergulhos pela órbita de Saturno resultou em uma série de imagens e dados coletados sem precedentes e que serão analisados durante décadas por cientistas.