Facebook admite que falhou ao permitir opções antissemitas em anúncios

Da Redação
21 de setembro de 2017 - 17h20
Em novo post, a diretora de operações da rede social, Sheryl Sandberg, admitiu o erro e anunciou mudanças.

A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, admitiu nesta semana que a empresa errou ao permitir que os usuários da rede social pudessem escolher opções como “odiador de judeu” e “Hitler não fez nada de errado” como palavras-chave para direcionar seus anúncios na plataforma, conforme revelado recentemente por uma investigação do site ProPublica

Em um post longo publicado nesta quarta-feira, 20/9, no seu perfil no Facebook, Sheryl diz que essa foi “uma falha da nossa parte” e anunciou algumas mudanças em como a rede social direciona anúncios em sua plataforma. “Nunca tivemos a intenção ou antecipamos que essa funcionalidade fosse ser usada desta maneira – e isso é culpa nossa. E não encontramos o problema – o que também é culpa nossa”, afirmou a executiva.

Segundo ela, essas opções de keywords foram resultado de entradas manuais feitas por usuários. Por exemplo, se alguém se identificasse como “odiador de judeu” ou afirmasse que tinha estudado “como queimar judeus” em seu perfil, esses termos apareceriam nas opções de direcionamento de anúncios, como explicado por Sheryl. 

Mudanças

Entre as três mudanças anunciadas no post, destaque para a restauração de cerca de 5 mil das respostas mais populares para as opções de educação e profissão no Facebook. A executiva destaca ainda que todas essas opções foram revisadas para não violarem os padrões da empresa.

A rede social também prometeu usar mais recursos para se certificar de que “conteúdos que vão contra os nossos padrões de comunidade não possam ser usados para direcionar anúncios”.

Além disso, segundo a executiva, o Facebook atualmente está explorando novas maneiras para que seus usuários possam fazer denúncias sobre anúncios ofensivos no site – no entanto, não ficou muito claro exatamente como isso acontecerá.