EUA proíbe agências federais de usarem software da Kaspersky Lab

Da Redação
13/09/2017 - 16h12
Segundo Washington Post, secretaria de segurança nacional dos EUA teme possíveis conexões da empresa de segurança com planos de ciberespionagem patrocinados pelo governo russo

Agências do governo norte-americano estão proibidas de usarem qualquer software da empresa de segurança russa Kaspersky Lab. Nesta quarta-feira (13/09), a secretária de segurança nacional, Elaine Duke, ordenou que o software da companhia seja excluído das redes federais e deu às agências um cronograma de três meses para que desinstalem o software. O Washington Post cita funcionários familiarizados com o plano e que não estavam autorizados a falar publicamente sobre a pauta.

As autoridades americanas estariam preocupadas com possíveis conexões da empresa fundada por Eugene Kaspersky com planos de ciberespionagem patrocinados pelo governo russo. A instalação de seu software pelas agências seria, segundo Elaine, uma ameaça à segurança dos Estados Unidos. 

"O Departamento está preocupado com os laços entre certos funcionários da Kaspersky e a inteligência russa e outras agências governamentais e os requisitos da lei russa que permitem que agências de inteligência do país solicitem ou obriguem a assistência da Kaspersky e interceptem comunicações que transitam as redes russas”, disse o departamento em comunicado. 

Para o órgão de segurança nacional dos Estados Unidos, o governo russo, independentemente de atuar sozinho ou em colaboração com a Kaspersky, pode se aproveitar do acesso fornecido pelos produtos da fabricante de antivírus para comprometer os sistemas federais de informações. 

A Kaspersky Lab negou qualquer conexão com o governo russo em atividades consideradas antiéticas. Em declaração, enviada ao Washington Post, disse que “não tem laços inapropriados com nenhum governo e que por isso nenhuma evidência foi apresentada publicamente por ninguém ou nenhuma outra organização que possa garantir as falsas alegações feitas contra a companhia”.

A companhia segue dizendo que a única conclusão possível para as acusações é de que a empresa estaria em meio a uma luta geopolítica, sendo tratada injustamente e reforça que nunca ajudou e nem ajudará nenhum governo do mundo com campanhas de ciberespionagem ou cibercrimes.  

“A Kaspersky Lab sempre reconheceu que fornece produtos e serviços adequados a governos de todo o mundo para proteger essas organizações de ameaças cibernéticas, mas não tem laços ou afiliações antiéticas com nenhum governo, incluindo a Rússia", afirmou a empresa ao jornal.

A ordem desta quarta-feira chega meses após a Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos remover a Kaspersky de sua lista de fornecedores aprovados.