74% dos pais das novas gerações consideram ter a IA como tutora de seus filhos

Da Redação
04/09/2017 - 15h26
Estudo do IEEE avalia como os pais da chamada geração Alpha acreditam que seus filhos serão impactos por novas tecnologias

Uma parcela das crianças nascidas entre 2010 e 2025, aquelas que integram a chamada Geração Alpha, crescerá com uma série de tecnologias integrando boa parte de suas rotinas. Pense em um futuro habitado por assistentes virtuais inteligentes que ajudarão em lições de casa e carros autônomos que se responsabilizarão por levar estudantes às escolas.

Uma pesquisa recente, conduzida pelo IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos), levantou a opinião dos "pais do milênio" - aqueles que pertencem à geração Y ou geração Milênio (nascidos entre 1985 e 2000) - em relação ao impacto que a inteligência artificial poderá ter na educação e comportamento de seus filhos. Para o estudo, cerca de 600 pais e mães, com idades entre 20 e 36 anos, com pelo menos uma criança de até sete anos, foram entrevistados.

Temas como saúde física e emocional, mobilidade, maternidade, aprendizado e até mesmo a influência das tecnologias na escolha de uma profissão foram abordadas no estudo. 

Aplicativos de transporte individual como o Uber e Cabify têm facilitado a tarefa de conseguir uma carona em grandes centros. Entretanto, quando se pensa que o futuro da mobilidade será pavimentado por carros autônomos, uma das perguntas a ser feitas é em relação a segurança dos mesmos. Especialistas da indústria automobilística defendem que tais veículos serão mais seguros que aqueles comandados por uma pessoa de carne e osso. Algo que alguns pais não concordam, pelo visto. Segundo a pesquisa do IEEE, 45% dos pais ficariam preocupados com seus filhos a bordo de carros autônomos, da mesma forma que ficariam caso eles dirigissem sozinhos. 

Hoje, a ideia de ter babás robôs pode até soar mais próxima de um episódio de "Os Jetsons", mas projete esse cenário para os próximos dez anos, e ele se tornará um pouco mais palpável. De acordo com o IEEE, 40% dos pais da geração Alpha diz que provavelmente substituiriam uma babá humana por um robô-babá, ou ao menos usariam o robô para ajudar nos cuidados com as crianças. 

A inteligência artificial parece ameaçar até mesmo a presença dos animais de estimação. Segundo o estudo, 48% dos pais entrevistados disseram que provavelmente trocariam um animal de estimação por um robô, caso fosse este o desejo de seus filhos. 

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial pode não só auxiliar a educação das crianças da geração alpha como também facilitar a rotina de seus pais. 

Aplicativos, telas interativas e dispositivos de inteligência artificial são usados pelos pais do milênio, sendo que 44% deles afirmam que essa atitude não só entretém as crianças, como também aumenta o seu tempo livre para dedicarem-se a outras responsabilidades. Entretanto, 64% dos pais concordam que as tecnologias, incluindo AI, diminuíram o tempo de qualidade com seus filhos.

Tendo em vista o impacto que a inteligência artificial e outras tecnologias emergentes terão na educação, o estudo também procurou avaliar a opinião dos pais em relação ao tema. 

Para 80% dos entrevistados, a AI aumenta a expectativa quanto à melhoria e maior rapidez de aprendizado de seus filhos. Os outros 20% têm expectativas iguais ou menores. Os resultados ainda apontam que 74% dos pais considerariam um tutor de AI para seus filhos.

Por fim, em um universo onde as profissões do futuro serão essencialmente pautadas ou atravessadas pela tecnologia, programação e engenharia, 74% dos pais desta geração disseram que encorajarão seus filhos a considerar uma carreira na área.