Novo malware usa Facebook Messenger para enganar usuários na América Latina

Da Redação
29/08/2017 - 16h56
Ataques também afetaram usuários no Brasil. Método usa código avançado e afeta vítimas com adware por meio do popular aplicativo de mensagens

Pesquisadores da Kaspersky Lab identificaram uma nova praga virtual que usa o Facebook Messenger para distribuir adware, que exibe uma grande quantidade de anúncios sem a permissão do usuário.

Os primeiros casos do malware foram observados no início de agosto, e os ataques foram direcionados para usuários na Rússia e na América Latina, principalmente de países como Brasil, Equador, Peru e México.

Por meio de uma suposta mensagem de um dos amigos da rede social, o usuário é enganado para clicar em um link que leva a um Google Doc. Ao abrir o documento, ele leva a uma foto do perfil do Facebook da vítima e cria uma página de destino que parece ser um vídeo. Quando tenta reproduzir o vídeo, o malware redireciona para um conjunto de sites que analisam o navegador, o sistema operacional e outras informações pessoais do usuário.

Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky Lab, explica que não se trata de um método novo. O adware usa a técnica de cadeia de domínios, que redirecionam e rastreiam usuários através de sites mal-intencionados, dependendo de recursos como idioma, localização geográfica, sistema operacional, informações do navegador, complementos instalados e cookies, entre outros. 

"Ao fazer isso, ele basicamente move o navegador através de um conjunto de páginas da Web e, usando cookies de rastreamento, monitora as atividades, exibe determinados anúncios e até mesmo executa ações para que os usuários possam clicar nos links. Todos sabemos não é recomendado clicar em links desconhecidos, mas esta técnica basicamente o obriga a fazê-lo", alerta Assolini.

Os analistas também detectaram que o malware redireciona o usuário para diferentes endereços da web de acordo com o navegador utilizado. O uso do Firefox leva o usuário a uma atualização falsa do Flash, solicitando o download de um arquivo .EXE marcado como adware. 

Ao usar o Chrome, por exemplo, o usuário é redirecionado para um site espelho do YouTube, que exibe uma falsa mensagem de erro que tenta enganar o usuário – a mensagem pede para baixar uma extensão do navegador da loja online do Google, tentando instalar outro arquivo no computador. Ao usar o Safari, algo muito parecido acontece com o Firefox, já que aparece uma falsa atualização do Flash Media Player que instala um arquivo executável .dmg no Mac, se clicado.

Segundo a Kaspersky, até o momento a investigação atual não sugere que nenhum malware, como trojans ou exploits, seja baixado nos dispositivos. "No entanto, os cibercriminosos por trás desse ataque provavelmente ganharão dinheiro com publicidade não solicitada e acesso a muitas contas do Facebook", ressalta.