Google é alvo de boicote após demitir autor de texto contra diversidade

Da Redação
08 de agosto de 2017 - 18h53
Ativistas de direita dos EUA iniciaram série de publicações em que comparam a empresa com os nazistas e soviéticos, além de ressaltar serviços rivais.

Ativistas de direita dos EUA iniciaram nesta terça-feira, 8/8, um boicote contra o Google após a empresa demitir o engenheiro de software James Damore por escrever um texto contra a diversidade.

O manifesto do funcionário, que possui 10 páginas e viralizou no fim de semana, afirma, entre outras coisas, que os homens são mais predispostos biologicamente do que as mulheres para trabalhar no mercado de tecnologia, além de criticar as iniciativas pró-diversidade da empresa - apesar de muitos funcionários terem criticado o texto, outras pessoas também apoiaram o autor, que chegou a pedir mais "diversidade ideológica" para o Google.

Os internautas descontentes com a postura do Google no caso, incluindo nomes conhecidos na direita dos EUA, como Mike Cernovich, Michael Tracey e Paul Joseph Watson, iniciaram uma série de tuítes com a hashtag #boycottgoogle pedindo que as pessoas abandonassem as ferramentas da empresa de Mountain View em troca de serviços rivais, como o DuckDuckGo, o Microsoft Bing e o Vid.Me.

Alguns desses ativistas de direita chegaram a dizer que “apenas Judeus utilizam” o Google agora, enquanto que outros compararam a gigante de buscas com os nazistas e com a Gulag, da União Soviética.

Com todo o barulho causado pelo texto e seus desdobramentos, o CEO do Google, Sundar Pichai acabou decidindo por encerrar suas férias com a família bem antes do planejado para voltar ao Vale do Silício e lidar melhor com todas os problemas e polemicas levantados pelo caso.