Foguete de startup aeroespacial falhou devido a erro de comunicação na Terra

Da Redação
08/08/2017 - 13h54
Primeiro teste experimental em escala real da Rocket Lab falhou em maio deste ano ao tentar atingir a órbita terrestre

A corrida aeroespacial privada tem avançado rapidamente nos últimos anos. Tenha em mente as startups de Elon Musk, no caso a SpaceX, e a Blue Origin, do bilionário Jeff Bezos, que conseguiram lançar foguetes e recuperá-los após enviá-los ao espaço.

Outras companhias iniciantes também têm concentrado esforços para fazer o mesmo. A startup neo-zelandesa Rocket Lab é uma delas. Entretanto, no mês de maio, a companhia não conseguiu que o seu pequeno foguete Electron atingisse a órbita terrestre como era previsto em seu primeiro teste experimental em escala real. 

Nesta semana, a startup informou que concluiu a investigação sobre o incidente e os motivos da falha não teve nada a ver com o veículo em si, mas sim devido a um problema com o equipamento em solo que dava apoio ao lançamento.

O lançamento de maio foi o primeiro da história do Electron. O veículo, que foi lançado a partir de base na Nova Zelândia, tem sido desenvolvido nos últimos quatro anos. Feito de fibra de carbono, o foguete possui apenas 17 metros de altura, sendo muito menor e mais leve do que os foguetes de outras empresas da área.

Segundo a startup, o Electron funcionou perfeitamente bem durante o primeiro voo de teste e o foguete chegou a atingir o espaço. Mas cerca de quatro minutos depois, quando o veículo estava a cerca de 223 km de distância, o equipamento de solo perdeu o contato com o foguete. Isso levou os funcionários a pararem o voo, um procedimento padrão quando a comunicação é perdida. 

Depois, a Rocket Lab procurou em mais de 25 mil canais de dados para descobrir o que aconteceu e, finalmente, identificou que algum equipamento de comunicação no chão estava mal configurado. Se a comunicação não tivesse sido interrompida, o foguete teria alcançado a altura prevista. 

Agora que a Rocket Lab sabe o que aconteceu, a companhia diz que há uma forma fácil de consertar o erro e tomará as medidas necessárias para que o mesmo não aconteça de novo. 

A startup pretende testar um novo Electron nas próximas semanas e a previsão é realizar três voos experimentais antes de partir para missões comerciais. 

Eventualmente, o Electron será capaz de transportar cargas entre 150 kg e 250 kg à órbita e também será habilitado para lançar pequenos satélites. Segundo a startup, cada voo comercial sairá por U$S 4.9 milhões, um preço relativamente barato quando comparado a outros foguetes comerciais maiores que cobram dezenas a milhares de dólares.