Após quase sumir, Firefox mantém recuperação e supera marca de 12%

Computerworld / EUA
02 de agosto de 2017 - 19h05
Navegador da Mozilla chegou a ter participação de apenas 7,7% no ano passado. Chrome mantém liderança com folga, enquanto Microsoft registrou quedas menores.

Os navegadores da Microsoft, Internet Explorer, continuaram com a sua tendência de queda em julho, mas pelo menos registraram um declínio menor, talvez dando alguma esperança para a empresa de Redmond de que o pior pode ter ficado para trás.

Segundo dados da empresa de análise de dados Net Applications, a fatia de usuários do IE e do Microsoft Edge – uma estimativa da proporção de donos de PCs do mundo que usaram esses browsers – registraram uma queda de três décimos de um ponto percentual, terminando o mês com uma participação combinada de 22%. A queda registrada em julho foi a menor desde março deste ano, e a segunda menor desde dezembro de 2014. 

Apesar o Edge, navegador oficial do Windows 10 ainda não ter decolado como a Microsoft queria, os números certamente estão menos piores em 2017. Nos primeiros sete meses deste ano, o IE e o Edge, combinados, perderam quatro pontos percentuais, o que representa uma redução de 15% em relação ao que tinham no dia 1º de janeiro. Compare isso com 2016, quando, no mesmo período de tempo, o IE e o Edge registraram uma queda de 29%, quase o dobro do registrado em 2017.

Por outro lado, o Firefox foi o grande vencedor de julho, quando ganhou mais três décimos de ponto percentual para alcançar a marca de 12,3%, seu número mais alto em quase três anos. Apesar o navegador da Mozilla atualmente contar com menos da metade da participação que tinha na época do seu auge, entre 2009 e 2010, a sua recuperação de uma experiência de quase morte há um ano tem sido espetacular. Para efeito de comparação, o Firefox tinha 7,7% de participação em agosto de 2016 e parecia destinado a sumir de vez do mercado.

Já o líder Chrome permaneceu basicamente estável no mês passado, aumentando sua participação no mercado em apenas um décimo de um ponto percentual para alcançar a marca de 59,8% em julho. Desde o início deste ano, o Chrome subiu três pontos, o que representa uma de crescimento de 6%. Nos primeiros sete meses de 2016, o navegador do Google adicionou aproximadamente 19% ao seu volume.