Quanto ganha em média um anfitrião do Airbnb no Brasil?

Da Redação
26/06/2017 - 17h55
Ao todo, plataforma de hospedagem alternativa conta com três milhões de anúncios em 191 países. No Brasil, são 123 mil anúncios

O Airbnb é visto como uma das empresas mais representativas da chamada economia compartilhada. Fundada em 2008 em São Francisco, a companhia - hoje avaliada em 31 bilhões de dólares - conseguiu transformar a casa de pessoas em uma rede de hospedagem alternativa pelo mundo afora. Um negócio disruptivo que, se por um lado incomoda a tradicional rede hoteleira, por outro tem ajudado pessoas a ganharem uma renda extra.

Segundo estatísticas do próprio Airbnb, a plataforma conta atualmente com 3 milhões de anúncios em 191 países. Ao todo, já contabiliza mais de 160 milhões de hóspedes. No Brasil, são 123 mil anúncios, sendo 45 mil só na cidade do Rio de Janeiro. 

Mas no final do dia, quanto um anfitrião, em média, consegue tirar ao colocar seu endereço para o conforto de turistas? No Brasil, de acordo com o Airbnb, são R$ 6 mil por ano.

"Os anfitriões do Airbnb ficam com 97% do preço estipulado por eles em seus anúncios, obtendo renda extra modesta, mas significativa, a partir do compartilhamento de suas casas por alguns dias ao ano", avalia a companhia. 

A plataforma conseguiu gerar quase dois bilhões de reais em 2016 no Brasil, o que inclui a renda do anfitrião mais as despesas dos hóspedes. A média de estadia por hóspede foi de cinco dias, diz o Airbnb. 

"Além de renda extra para os anfitriões, a plataforma ajuda a impulsionar a economia local, atraindo mais pessoas, por períodos mais longos e até bairros que tradicionalmente se beneficiam menos do turismo", diz a startup em comunicado.

Ao mesmo tempo, o Airbnb tem se desdobrado para adequar seu modelo de negócios a medida que enfrenta críticas sobre seu impacto social e econômico nas cidades onde opera.

Em abril deste ano, anunciou que fecharia acordos com 275 governos para a arrecadação e pagamento de tributos. Tais acordos incluem cidades nos Estados Unidos, França, Índia, Holanda e Portugal.

A medida que expandia, o Airbnb enfrentou pressões desde governos, grupos hoteleiros e organizações de habitação que argumentam que sua presença elevou os preços dos aluguéis de longo prazo em cidades turísticas. 

Em 2014, a empresa começou a mudar sua postura quando começou a coletar uma taxa de 14% das hospedagens em São Francisco e rapidamente replicou o mesmo modelo para outras cidades. 

Uma posição conciliadora com governos mundo afora é fundamental caso a companhia tenha pretensões de abrir, por exemplo, seu capital na bolsa de valores.