Facebook lança ferramentas para administradores de grupos

Da Redação
22/06/2017 - 17h23
Objetivo, segundo a rede social, é fornecer meios para que eles possam ajudá-la a cumprir sua nova missão: "dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo"

Atacado de todos os lados por, segundo os críticos, estar facilitando a vida e ampliado a voz dos propagadores de discursos de ódio e incitação à violência, o Facebook vem reagindo nos últimos meses. No início de maio, por exemplo, anunciou medidas para agilizar a remoção de conteúdos violentos e impróprios, incluindo os vídeos de assassinatos e suicídios e a  publicação de notícias falsas. Agora, Mark Zuckerberg reforça o outro lado da moeda, buscando formas de fazer com que a publicação de conteúdos positivos cresça na plataforma. E essas formas passam por dar mais poder aos administradores de grupos, com o lançamento de cinco ferramentas de gerenciamento, durante o primeiro Facebook Communities Summit, realizado nesta quinta-feira, 22/6, na cidade de Chicago, nos EUA.

O próprio fundador e CEO do Facebook abriu o encontro anunciando o que diz ser a nova missão da rede social, e que guiará o trabalho da empresa na próxima década: “Dar às pessoas o poder de criar comunidades e aproximar o mundo”. Em postagem publicada no seu perfil da rede social, Zuckerberg afirma que dar voz às pessoas e ajudar que estejam conectadas não foi suficiente. "Temos que trabalhar para unir mais as pessoas", diz. E explica: "Precisamos dar voz às pessoas para conseguir uma diversidade de opiniões lá fora, mas também construir um terreno comum para que as pessoas possam avançar juntas. Precisamos do apoio da família e dos amigos, mas também precisamos construir comunidades que nos apoiem".

E essas comunidades são os grupos existentes na rede. Na visão do Facebook, são eles e seus administradores que têm o poder de reunir pessoas em torno de interesses comuns. Portanto, para "ajudá-la a cumprir sua nova missão", diz o material de divulgação, a rede social está lançando ferramentas que acredita serem capazes de ajudar na expansão e no gerenciamento dos grupos. São elas:

  • - Insights de Grupo: para que os administradores possam ter um melhor entendimento do que está acontecendo em seus grupos a partir de métricas em tempo real sobre crescimento, engajamento e integrantes – como números de posts e quais horários os membros do grupo estão mais engajados;
  • - Filtro para pedidos de associação: para que os administradores possam ordenar e filtrar requisições, facilmente, por categorias como gênero e localização, e decidir se aceitam ou negam todos os pedidos de uma vez só;
  • - Remoção de membros: para ajudar a manter as comunidades livres de membros mal intencionados. O recurso permite remover não só a pessoas, como todo o conteúdo criado por ela dentro do grupo, incluindo publicações, comentários e ainda outras pessoas que foram adicionadas por eles, de uma única vez;
  • - Publicações agendadas: que permite aos administradores e moderadores de grupos criar publicações a qualquer momento e agendar sua publicação no dia e hora mais convenientes;
  • - Recomendações de Grupos: ainda em fase de teste, a ideia é facilitar a conexão de entre grupos, ou seja, deixar que administradores recomendem outros grupos similares e relacionados aos membros de seu próprio grupo. Um forma inicial de fazer com que grupos afins e complementares possam se aproximar pela plataforma.

Atualmente, cerca de 2 bilhões de usuários do Facebook, mas apenas 100 milhões são parte dos grupos "significativos", disse Zuckerberg. Para o CEO, esses grupos podem ser um embrião capaz de influenciar o surgimento de mais comunidades e não o desaparecimento deles, como vem ocorrendo no mundo. 

"As pessoas compartilham mais informações, mas isso não significa necessariamente que a compreensão seja compartilhada - nem que as pessoas estejam se aproximando", disse Zuckerberg semanas atrás, no discurso em Harvard. 

Por isso, a meta do Facebook é conseguir ter 1 bilhões de pessoas em grupos significativos. 

Em um outro texto publicado na rede social, em fevereiro,  ele já havia reconhecido que o Facebook havia se transformado em "uma força monumentalmente influente no tecido social da vida moderna". Agora, seu objetivo parece ser canalizar essa força para ações positivas. Ou, como escreveu no post de hoje, ajudar a "construir um mundo onde cada pessoa tenha um senso de propósito e comunidade".

"Comunidades nos dão essa sensação de que somos parte de algo maior que nós, que não estamos sozinhos, e de que temos algo melhor pela frente no qual trabalhar", explicou, antes de assumir um compromisso ainda maior: "Uma missão não é apenas uma declaração. É uma filosofia de nuances e esperança para o mundo. Vamos cumprir nossa missão não através da repetição de uma declaração, mas do trabalho que cada um de nós faz a cada dia. Se podemos construir comunidades e unir as pessoas, então podemos mudar o mundo".

Será?