Instagram é a pior rede social para saúde mental de jovens, diz estudo

Da Redação
22/05/2017 - 17h33
Segundo levantamento feito no Reino Unido, plataforma de imagens do Facebook é a que apresenta mais efeitos negativos sobre usuários de 14 a 24 anos.

Focado em imagens e conhecido pelo grande número de filtros embutidos, o Instagram é a pior rede social para a saúde mental dos jovens, de acordo com um novo relatório chamado #StatusofMind da Royal Society for Public Health no Reino Unido. 

Realizado entre 13 de fevereiro e 8 de maio, o estudo entrevistou quase 1.500 pessoas com idades entre 14 e 24 anos no Reino Unido para saber sobre os possíveis impactos positivos e negativos das redes sociais.

Com mais de 700 milhões de usuários pelo mundo, o Instagram foi a rede social analisada que mais apresentou efeitos negativos sobre a saúde mental dos jovens entrevistados, especialmente entre garotas, aponta o levantamento. 

Segundo um dos autores do estudo, Matt Keracher, a rede social de imagens do Facebook faz com que as mulheres “se comparem com versões irreais, altamente editas, filtradas e ‘Photoshopadas’ da realidade”.  

Em quarto lugar no ranking aparece o Snapchat, também com efeitos predominantemente negativos sobre a saúde mental dos jovens, atrás do Facebook e Twitter, respectivamente. Do outro lado do espectro, o YouTube foi apontada como a rede com maior impacto positivo sobre esses usuários com idades entre 14 e 24 anos, de acordo com o estudo.

Com esses dados em mãos, a instituição britânica quer que essas redes sociais tomem algumas medidas para combater esses efeitos negativos sobre os jovens, como sentimento de não pertencimento e ansiedade, entre outros.

A lista de melhorias pedidas pela Royal Society para apps como Instagram, Facebook e Snapchat incluem um aviso para informar aos usuários que determinada imagem foi editada digitalmente e também um alerta para que as pessoas sejam avisadas quando estão conectadas há muito tempo.

“Plataformas que deveriam ajudar os jovens a se conectar uns com os outros podem, na verdade, estar alimentando uma crise de saúde mental”, afirmou a diretora da instituição, Shirley Cramer.