Após atingir órbita, satélite brasileiro segue sob testes até julho

Da Redação
17/05/2017 - 11h21
Processo de verificação dos sistemas do satélite deve levar cerca de 45 dias. Durante tal período, serão feitas verificações do funcionamento de todos os sistemas

Os testes para a verificação do funcionamento do satélite brasileiro para comunicação e defesa começaram no último sábado (13), quando o equipamento chegou à órbita geoestacionária. 

Segundo a Telebras, o processo de verificação dos sistemas do satélite deve levar cerca de 45 dias. Durante tal período, serão feitas verificações do funcionamento de todos os sistemas, medidas de carga útil e a constatação de que o satélite está totalmente apto para entrar em operação comercial.

Os dados emitidos e recebidos pelo satélite serão acompanhados pelo Comando de Operações Aeroespaciais (Comae), em Brasília, e pela Estação de Rádio da Marinha, no Rio de Janeiro, que serão responsáveis por controlar o satélite após o processo de calibragem, previsto para acabar em junho.

Lançado no dia 4 de maio, o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) é o primeiro satélite geoestacionário 100% brasileiro de uso civil e militar dedicado exclusivamente a transmissão de dados. 
 
O projeto é uma parceria entre os ministérios da Defesa e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, e envolve investimentos de R$ 2,7 bilhões. 
 
A previsão é que no dia 1º de julho a Telebras comece a fazer os primeiros testes para medir a potência do satélite para a transmissão de dados em todas as regiões do país. Parte da capacidade do satélite será alugada para empresas privadas para a oferta de banda larga, especialmente em regiões remotas, e a Telebras vai ficar com a capacidade necessária para oferecer serviços de saúde, educação e serviços ao cidadão.
 

Com 5,8 toneladas e 5 metros de altura, o satélite ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Sua capacidade de operação é de 18 anos.

*Com informações da Agência Brasil