Pesquisadores criam exoesqueleto para auxiliar na mobilidade de idosos

IDG News Service
16 de maio de 2017 - 11h29
Protótipo de exoesqueleto utiliza algoritmos para aprender padrões da caminhada do usuário e para detectar desvios do movimento

Uma equipe de pesquisadores da Itália e Suíça desenvolveu um protótipo de exoesqueleto que consegue prevenir idosos (ou pessoas com mobilidade limitada) de caírem. O dispositivo é um vestível da cintura para baixo e é feito de fibra de carbono. Ele pode ser facilmente ajustado ao usuário ao apertar alguns parafusos.

Uma vez que o exoesqueleto está ajustado ele primeiro deve aprender alguns padrões específicos da caminhada do usuário. O vestível então usa um algoritmo para detectar desvios do movimento e reconhecer o que poderia ser uma queda iminente.

Para simular uma queda, pesquisadores contaram com um voluntário de 69 anos, Fulvio Bertelli, que andou em uma esteira desenhada para deslizar inesperadamente e fazê-lo perder o equilíbrio. Quando isso aconteceu, os motores montados no exoesqueleto empurraram para baixo ambas as coxas de Bertelli para estabilizá-lo de volta.

"Nosso estudo revelou que uma plataforma robótica vestível consegue efetivamente interagir com humanos durante respostas motoras, como um tombo acidental", explicou Vito Monaco, especialista em locomoção biométrica. 

Esses resultados abrem novas perspectivas para pesquisadores que esperam desenvolver plataformas robóticas para ampliar as capacidades humanas ao longo do dia. 

Os pesquisadores dizem que o próximo passo é criar um exoesqueleto mais discreto e portátil para que possa ser usado em ambientes do dia a dia. A ideia é que o exoesqueleto também possa ser usado por pessoas com deficiência física e indivíduos com distúrbios neurológicos. 

Os resultados do estudo foram publicados na Scientific Reports