NASA identifica novo exoplaneta com condições de abrigar vida

Da Redação
20 de abril de 2017 - 18h07
Segundo pesquisadores, o LHS1140b está em zona habitável em relação a sua estrela e possui características que o colocam como o mais emocionante visto nos últimos 10 anos

A NASA anunciou nesta semana a descoberta de um novo exoplaneta (externo ao Sistema Solar) que apresenta características que o colocam como potencial para abrigar vida. 

Detalhes sobre o LHS1140b foram publicados na revista Nature. A descoberta foi liderada pelo pesquisador Jason Dittmann, do centro norte-americano Harvard-Smithsonian para Astrofísica. Segundo ele, trata-se do exoplaneta mais emocionante visto nos últimos 10 anos. “Dificilmente poderia ser encontrado um objetivo melhor para procurar vida além da Terra”, disse Dittmann à revista.

Inserido na constelação de Cetus, o LHS1140b é um pouco maior do que a Terra e está a uma distância de 39 anos-luz. Ele é rochoso e está a uma distância de sua estrela que permite ter um clima ameno e água líquida. 

Segundo os pesquisadores, até agora a característica que torna o exoplaneta fascinante é a posição que ocupa próximo a sua estrela, a LHS1140, que é um pouco menor e mais fria em relação ao Sol. Essa distância é chamada de “zona habitável” para a vida.

De acordo com Raffaele Gratton, do Observatório de Pádua do Instituo Nacional de Astrofísica (Inaf), a próxima etapa da pesquisa é observar a atmosfera do planeta para identificar se ele é dominado por vapor de água, como ocorre na Terra, ou por dióxido de carbono, como na atmosfera de Marte ou de Vênus.

Estima-se que o exoplaneta tenha um diâmetro 1,4 maior do que a Terra, mas a sua massa pode ser até sete vezes maior, o que o tornaria muito denso. Isso significa que ele poderia ser facilmente feito de rocha, com um núcleo de ferro muito denso.

Segundo os astrônomos, o planeta LHS1140b é um objetivo ainda mais importante para a busca da vida em relação a outros pares rochosos, como os planetas da estrela Trappist 1 ou o Proxima B, que orbita em torno da Proxima Centauri.

Gratton explica que entre os planetas potencialmente habitáveis, esse é o mais fácil de estudar com os atuais instrumentos. Outra "facilidade" que ele proporciona é que o LHS1140b gira em torno de uma estrela mais brilhante que Trappist 1 e, segundo o pesquisador, isso permite estudá-lo melhor enquanto passa em frente ao seu astro.

Trata-se também de uma vantagem sobre o Proxima B, que não permite observação da Terra quando passa por sua estrela.