8 Fatos sobre redes submarinas que você provavelmente desconhecia

Brian Lavallee*
20/03/2017 - 16h56
Qual é o comprimento do cabo submarino mais longo do planeta? Os tubarões estão realmente comendo a internet? Saiba tudo sobre estes e outras questões envolvendo cabos óticos

De tubarões a navios, mergulhadores e dólares, o mundo das redes submarinas é único, para dizer o mínimo. Em que outro lugar você poderia trocar histórias de aventuras em alto mar ao mesmo tempo em que configura repetidores óticos em uma viagem transoceânica de mais de 8 mil quilômetros?

Você sabe o que causa a maioria das falhas em cabos submarinos? Qual é o comprimento do cabo submarino mais longo do planeta? Os tubarões estão realmente comendo a internet? Quanto tempo um cabo deve durar? Ative seu cérebro e prepare-se para aprender com esses incríveis fatos das redes submarinas. Neste artigo, vamos fazer um teste sobre os seus conhecimentos aquáticos e ver o quanto você já conhece desses fatos incríveis a respeito dos cabos submarinos no mundo.

1 – Desculpe, tubarão. De acordo com a análise do Comitê Internacional de Proteção dos Cabos (International Cable Protection Committee) que abrange o período de 2007 a 2014, não foi registrada qualquer falha de cabo atribuída a tubarões. Por outro lado, as atividades de ancoragem e pesca realizadas por seres humanos representam cerca de 75% de todas as falhas dos cabos submarinos. Somos realmente o nosso pior inimigo.

2 – Feliz aniversário! Os cabos submarinos não são algo assim tão novo. Em 1854 foi iniciada a instalação do primeiro cabo telegráfico cruzando o Atlântico ligando a Terra Nova (Canadá) à Irlanda. A primeira transmissão foi feita quatro anos mais tarde. O nome do navio que lançou aquele cabo? HMS Agamemnon.

3 – Alcance global. De acordo com um relatório de 2010 sobre a Confiabilidade da Infraestrutura Global de Comunicações por Cabos Submarinos, quase 100% do tráfego intercontinental de comunicações eletrônicas do mundo é realizado por meio da infraestrutura de cabos submarinos. Sim, 100%. Sem a rede de cabos submarinos, teríamos continentes isolados, contando apenas com conectividade terrestre.

4 – Construído para durar. A vida útil típica de um cabo submarino é de 25 anos, embora muitos devam durar ainda mais, presumindo um nível mínimo de danos ao longo de sua vida útil. Vão pescar em outro lugar, pessoal!

5 – Chega até onde for necessário. Já tentou saber o comprimento do mais longo cabo submarino? A rede de cabos submarinos SEA-ME-WE-3 tem cerca de 39.000 km de comprimento e conecta 33 países em 4 continentes. Isso equivale a cerca de 10% da distância entre a Terra e a Lua.

6 – Desconectado. Até hoje, a Antártida é o único continente não conectado à Internet por meio de cabos submarinos. Por possuir uma população esparsa e um movimento de até 10 metros por ano da placa de gelo, trata-se de um ambiente muito desafiador. Por enquanto, a população de pinguins imperadores pode contar apenas com cartões postais.

7 – Leões, tigres e deslizamentos? Não são só os seres humanos que podem causar danos aos cabos submarinos. Maremotos, deslizamentos submarinos e fortes correntes oceânicas podem causar estragos a cabos submarinos. Foi isso o que aconteceu na costa de Taiwan em 2006 e 2009, bem como na costa do Japão em 2011. Respeitemos a mãe natureza!

8 – Cabos, cabos por toda parte. De acordo com a base de dados online de cabos submarinos TeleGeography, existem 358 cabos submarinos nas águas de todo o mundo. Bem menor do que os mais de 2,2 mil satélites na órbita da Terra. Estes, contudo, não precisam lidar com tubarões e redes de barcos de pesca no espaço.

Mesmo sem percebermos e com grande confiabilidade em sua estrutura, estamos todos interligados através dos oceanos pelos cabos que levam e trazem nossas comunicações. Apesar de todas as ameaças aparentes e desafios em sua implementação e manutenção, os cabos seguem firmes em sua missão de conectar os continentes.

*Brian Lavallee é diretor de soluções da Ciena.

Foto/Crédito: Ministerio TIC Colombia/Flickr