Microsoft quer uma 'Convenção de Genebra' para ciberguerra

PC World / EUA
15/02/2017 - 15h24
Em novo post, diretor da empresa pede regras específicas internacionais em meio ao crescimento das tensões por ataques digitais pelo mundo.

A Microsoft está pedindo por uma Convenção de Genebra Digital à medida que as tensões por ataques digitais continuam a crescer pelo mundo.

A gigante de TI quer ver o uso civil da Internet protegido como parte de um conjunto internacional de acordos, segundo afirmou o presidente e diretor da parte jurídica da Microsoft, Brad Smith, em seu blog.

O manifesto de Smith, publicado juntamente com sua keynote na conferência RSA, em San Francisco, pede a sistematização de normas internacionais relacionadas à ciberguerra e pelo estabelecimento de uma agência independente para responder e analisar ciberataques.

Além disso, o executivo da Microsoft pediu para que as empresas de tecnologia se unam para proteger os usuários.

Segundo ele, um acordo do tipo é necessário porque a guerra no ciberespaço envolve infraestrutura que é controlada e operada por empresas privadas como a Microsoft. E não é só isso, uma vez que ataques como o hack de 2014 contra a Sony também atingiu muitos civis.

“Há uma consequência adicional que resulta disso tudo. Atualmente o setor de tecnologia atua como os primeiros respondentes a ataques nacionais na Internet. Um ciberataque realizado por um país é recebido inicialmente não por uma resposta de outro país, mas de cidadãos e empresas.”

O executivo citou um ataque que a Microsoft lidou no ano passado quando descobriu um agente de outro país usando domínios que imitavam marcas registradas da empresa. A companhia de Redmond então conseguiu uma ordem judicial para redirecionar o tráfego que estava indo para esses domínios, bloqueando o ataque.