França quer atrair empreendedores e talentos estrangeiros com visto especial

Da Redação
19/01/2017 - 12h22
French Tech Visa facilitaria a entrada e permanência de desenvolvedores e empreendedores no País. Com validade para 4 anos, podendo ser renovado

A França quer atrair engenheiros de software, empreendedores e designers para seu ecossistema de startups e inovação tecnológica. E uma das formas de fazer isso é facilitar a entrada deles no país ao criar uma espécie de visto especial, o chamado French Tech Visa.

Trata-se ainda de uma proposta que precisa ser aprovada. Mas a iniciativa seria uma ampliação ao programa que a França lançou em 2015 com o French Tech Ticket, uma aceleração de 12 meses voltada para empreendedores estrangeiros que querem construir suas startups ou parte de suas operações no país europeu. 

Com a criação de um visto especial, a França indica que o French Tech Ticket tem dado resultados positivos e por isso pensa em ir além ao tentar atrair talentos individuais. Se aprovado, o visto será válido por quatro anos, podendo ser renovado. 

Para empreendedores, além do French Tech Ticket, haverá parcerias com aceleradoras e competições de startups. Caso o interessado ou interessada entrem em uma das opções, ele ou ela poderão obter o visto.

O governo ainda fará uma lista das “100+ startups francesas”. A ideia é que se um estrangeiro for contratado por uma das jovens empresas, ele ganhará o visto. O funcionário, entretanto, não será obrigado a se manter na companhia durante a validade de seu visto. 

Outra iniciativa recente na França é o Passeport Talent, que facilita a entrada e permanência de qualquer pessoa com talentos “excepcionais” em áreas de tecnologia e criação.  

Investidores também estão previstos dentro do programa. Se eles trabalharem para uma empresa de venture capital francesa, eles recebem o visto, da mesma forma se a empresa em questão, mesmo sendo estrangeira, tenha escritório na França. Eles também podem aplicar para receber o Passport Talent. 

O atual governo francês quer lançar o novo programa o quanto antes, isso porque as eleições presidenciais no país estão iminentes. E o novo presidente poderia ser mais restritivo quando o assunto é imigração.