EUA conclui investigação e isenta Tesla em acidente com Autopilot

Da Redação
19/01/2017 - 17h54
Agência informou que não encontrou evidências de defeitos nos carros elétricos da companhia e que não pedirá, portanto, recall dos veículos

A investigação sobre o acidente fatal envolvendo um Model S da Tesla enquanto este se encontrava com o modo Autopilot ativado chegou ao fim. 

A National Highway Traffic Safety Administration (NHTSA), que vinha investigando o caso, informou nesta quinta-feira (19) que não encontrou evidências de qualquer defeito nos carros elétricos da Tesla. Em resumo, a conclusão da agência exonera a Tesla e o Autopilot do acidente. No relatório, a NHTSA informa que não pedirá pelo recall dos veículos.

O americano Joshua Brown, 40 anos, morreu na Flórida no dia 7 de maio, quando o Model S que dirigia se colidiu com um caminhão baú na intersecção de uma rodovia. A Tesla disse que o sistema de sensores do carro, contra um céu claro, falhou ao reconhecer o caminhão. Para a NHTSA, o motorista no acidente teria tido sete segundos para ver o caminhão e reagir.

O motorista do caminhão disse acreditar que Brown poderia estar assistindo um filme do Harry Potter no momento do acidente e a polícia rodoviária informou à Reuters que o carro em questão contava com um aparelho de reprodução de DVD. 

À Reuters, o advogado da família de Brown declarou que a família planeja avaliar todas as informações das agências do governo que investigaram o acidente "antes de tomar qualquer decisão ou posição sobre o assunto".

Em setembro do ano passado, a montadora de veículos elétricos fundada por Elon Musk revelou uma série de melhorias entregues ao Autopilot, acrescentando novos limites ao modo "mãos-livres" e outros recursos que visam reforçar a previsão de colisões.

Entretanto, as autoridades americanas chamaram atenção para a definição do que a Tesla vende como “Autopilot”, indicando que motoristas poderiam se confundir sobre o nível de autonomia do sistema, confiando excessivamente nele. A agência também informou que a sua decisão de concluir a investigação não tinha relação com as melhorias anunciadas pela Tesla em setembro.

O relatório da NHTSA ainda informa que as taxas de colisões envolvendo carros da Tesla caíram em 40% desde que a companhia liberou a função Autopilot.