Facebook, Twitter e YouTube montam base de dados contra terroristas

PC World / EUA
06/12/2016 - 11h09
Microsoft também faz parte da iniciativa, que vai compartilhar os hashes dos autores de conteúdos ligados ao terrorismo nesses serviços.

Facebook, Twitter, Microsoft e YouTube concordaram em compartilhar uns com os outros informações de identificação digital de conteúdo violento de terrorismo que encontrarem nas suas plataformas.

Quando removerem “vídeos ou imagens de recrutamento terrorista ou violência terrorista” dos seus serviços, as empresas vão incluir em uma base de dados compartilhada os hashes, ou impressões digitais únicas, desses conteúdos.

Outros participantes podem usar os hashes compartilhados para ajudar a identificar conteúdo correspondente nas suas plataformas, fazer revisões em suas respectivas políticas e definições, e remover o conteúdo quando for apropriado, segundo um comunicado publicado pelas empresas nesta semana.

“Não há lugar para conteúdo que promova o terrorismo em nossos serviços. Quando alertados, tomaremos ações rápidas contra esse tipo de conteúdo de acordo com as nossas respectivas políticas”, apontam as companhias.

A iniciativa acontece pouco após membros do Parlamento Europeu do Comitê de Liberdades Civis votarem nesta segunda-feira, 5/12, para apoiar iniciativas mais duras contra o terrorismo, incluindo medidas para tirar do ar e bloquear conteúdos que constituam provocação pública para cometer atos terroristas.

Acredita-se que organizações terroristas como o Estado Islâmico (ISIS) usem redes sociais para fazer propaganda, comunicação e atrair novos recrutas.

As empresas não esperam compartilhar os hashes até o começo de 2017, depois de o trabalho técnico necessário ser completado. Elas também estão abertas a incluírem outras companhias interessadas em se juntar à iniciativa no futuro.