Stephen Hawking ainda não sabe se a IA poderá salvar ou matar a humanidade

Da Redação
20/10/2016 - 16h04
Físico britânico participou da inauguração de Centro para o Futuro da Inteligência e destacou o potencial positivo e negativo da tecnologia

O renomado físico britânico Stephen Hawking tem sustentado seus receios a respeito da ascensão da inteligência artificial. Para ele, o desenvolvimento da tecnologia poderia levar, eventualmente, ao extermínio da raça humana. 

E ele não é o único a mostrar preocupação sobre o nosso futuro. Nomes de peso da indústria, como Elon Musk, Bill Gates e Steve Wozniak também deram declarações que questionam as intenções e as consequências da Inteligência Artificial.

Agora, um novo centro de estudos assume um pouco da missão de investigar o assunto. Na última quarta-feira, foi inaugurado o Centro para o Futuro da Inteligência em Cambridge, Reino Unido, com a vocação de refletir sobre a tecnologia e suas aventuras e desventuras. 

Hawking estava na inauguração do centro. Segundo reportagem da BBC, o físico destacou os benefícios e as armadilhas da tecnologia em um breve discurso. 

Ele lembrou dos rápidos progressos em áreas como carros autônomos e o triunfo do sistema de inteligência artificial do Google, o DeepMind, ao derrotar adversário humano no jogo de tabuleiro Go.

“Eu acredito que não há uma diferença entre o que pode ser alcançado por um cérebro biológico e o que pode ser feito por um computador. Daí resulta que os computadores podem, em teoria, emular a inteligência humana - e ultrapassá-la”, disse à plateia. 

Hawkings não descarta todo o potencial positivo que a tecnologia pode oferecer a raça humana. Para ele, há potencial de erradicar doenças e a pobreza. Ao mesmo tempo, ele destaca que a inteligência artificial poderia ser responsável por uma geração de armas autônomas, aumento da disparidade social e máquinas que desenvolvam vontade própria, algo que poderia colocá-las em conflito com a humanidade.

“Em resumo, a ascensão de uma poderosa inteligência artificial será o melhor ou o pior a acontecer a humanidade. Nós ainda não sabemos o que será”, declarou. 

A ideia é que iniciativas como o Centro para Estudos da Inteligência e outras parcerias entre a indústria e a academia reflitam e antecipem formas de impedir que a inteligência artificial, em resumo, não mate a todos nós.